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Notícia de Política

Confrontos com a polícia deixam 8 mortos e 125 feridos na Bolívia

Manifestantes protestavam na vila de Sacaba a favor do ex-presidente Evo Morales

Publicado em: 16/11/2019 18:28

 (AIZAR RALDES / AFP)
AIZAR RALDES / AFP
De acordo com o representante da Defensoria do Povo da Bolívia em Cochabamba, Nelson Cox, oito pessoas foram mortas durante um violento confronto com a polícia militar na em Sacaba, capital da província de Chapare, no departamento de Cochabamba. Cox afirmou que as fatalidades são manifestantes que foram transferidos a um hospital "com ferimentos de bala", mas morreram antes de chegar às instalações, além disso, outras 125 pessoas ficaram feridas e 110 manifestantes foram detidos durante a manifestação.

Os manifestantes protestavam a favor do ex-presidente Evo Morales e contra a atual presidente interina Jeanine Añez, segundo a polícia, os agentes foram atingidos por equipamento letal e armas de fogo improvisadas e ainda uma viatura foi alvejada por armas de fogo.

Evo Morales e Comissão de Direitos Humanos Reagem ao ocorrido

Nas redes sociais,  Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), repudiou as ações dos agentes e destacou a desproporcionalidade da força policial e o uso de armas de fogo para controlar protestos.
“A CIDH manifesta sua preocupação com as ações das Forças Armadas nas operações combinadas realizadas na Bolívia desde o início da semana. As normas interamericanas estabelecem o dever de limitar ao máximo sua participação no controle de distúrbios internos. O uso indiscriminado de gás lacrimogêneo pelas forças policiais e militares na Bolívia prejudica seriamente os padrões legais internacionais. O Estado tem o dever de respeitar o direito humano a protestos pacíficos”, declarou a entidade no Twitter.

O ex-presidente Evo Morales também se manifestou nas redes sociais, onde chamou o governo da atual presidente interina Jeanine Añez de ditadura e pediu para que as forças especiais “parassem o massacre”.

“Pedimos às Forças Armadas e à Polícia Boliviana que parem o massacre. O uniforme das instituições da Pátria não pode ser manchado com o sangue do nosso povo. A ditadura de Jeanine Áñez e os golpistas Mesa e Camacho desfrutam da cumplicidade dos ex-defensores do povo Albarracín e Villena de massacrar as pessoas humildes que marcham pacificamente para voltar à democracia. Eles terão que responder por crimes graves contra a humanidade. Para justificar o golpe, Mesa e Camacho nos acusaram de "ditadura". Agora, sua auto-nomeada ‘presidente’ e seu gabinete de advogados que defendem estupradores e repressores massacram o povo com as Forças Armadas e a Polícia como a verdadeira ditadura”, declarou o ex-presidente da Bolivia em seu Twitter.

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