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Notícia de Política

LAVA JATO

Dallagnol recusa promoção à Procuradoria Regional da República da 4ª Região

Publicado em: 22/10/2019 08:03 | Atualizado em: 22/10/2019 08:11

Procurador Deltan Dallagnol (Reprodução/CNMP)
Procurador Deltan Dallagnol (Reprodução/CNMP)
O procurador da República Deltan Dallagnol abriu mão de promoção à Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR-4), sediada em Porto Alegre. Ele preferiu continuar nos quadros do Ministério Público Federal em Curitiba, no posto de chefe da força-tarefa da Operação Lava-Jato, maior investigação já deflagrada no país contra a corrupção e lavagem de dinheiro. Ontem, Deltan Dallagnol enviou ofício ao Conselho Superior do Ministério Público Federal "indicando que não tem interesse em concorrer à promoção no momento".

Nos últimos dias, o procurador da Lava-Jato tem sido questionado e alvo de especulações sobre seu futuro na instituição. Citado em mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil por abusos na condução da Lava-Jato com demais procuradores, Deltan considerou, após sucessivas reuniões com seus pares, que se saísse agora poderia deixar a impressão que estava admitindo erros. "A decisão foi tomada após conversar com os demais procuradores da força-tarefa e tomou em conta aspectos pessoais e profissionais", informou Deltan, em nota. Íntegra da nota: "Em resposta à questão, o procurador informa que enviou ofício ao Conselho Superior do Ministério Público, indicando que não tem interesse em concorrer à promoção no momento. A decisão foi tomada após conversar com os demais procuradores da força-tarefa e tomou em conta aspectos pessoais e profissionais."

No último sábado Deltan Dallagnol enfrentou vaias ao proferir palestra em Porto Alegre. Ele falava sobre  “A luta contra a corrupção e a ética nos negócios" no 7º Seminário do Representante Comercial Gaúcho. Logo após o início das vaias, em outro vídeo é possível ver que maioria da plateia começou a vaiar e emitir palavras de ordem pela saída dos manifestantes que deixaram o local. Após o término da palestra, Deltan foi aplaudido de pé pelos presentes.

Operação
Ontem, a Polícia Federal fez mais uma operação em desdobramento da Lava-Jato, O deputado federal Sergio Souza (MDB-PR) foi alvo de buscas. A investigação apura se o parlamentar recebeu propina para não incluir o presidente do Postalis e do Petros em CPI da Câmara dos Deputados que apurava desvio de recursos de fundos de pensões. A operação foi autorizada por Celso de Melo, ministro do Supremo. A Operação Grand Bazaar conta com cerca de 100 agentes que cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Ela é um desdobramento da delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro, investigado nas operações Cui Bono e Patmos, ambas deflagradas em 2017.

A lavagem de dinheiro envolvia a remessa de recursos desviados dos fundos de pensão para empresas de fachada nos Estados Unidos, segundo informou a PF. Com a confirmação do recebimento de valores em contas indicadas no exterior, operadores disponibilizavam recursos em espécie no Brasil, a fim de que fossem entregues em endereços vinculados a supostos intermediários do parlamentar federal, tanto em residências em Brasília, como em hotéis em São Paulo. São alvos dos mandados autoridades públicas, beneficiários dos recursos, operadores financeiros, um advogado e empresários que teriam feito os pagamentos ilícitos ao parlamentar. A defesa do parlamentar não se manifestou.

Em depoimento de delação premiada prestado em 2017, o operador de propinas Lúcio Bolonha Funaro afirmou que o deputado federal Sergio Souza cobrou R$ 9 milhões de propina para não convocar para depoimento na CPI dos Fundos de Pensão os ex-executivos Wagner Pinheiro, ex-presidente do Petros, e Antônio Carlos Conquista, ex-presidente do Postalis. A solicitação teria sido feita por Arthur Pinheiro Machado, amigo de Funaro e dono da Ágora corretora e Bridge. Funaro, então, perguntou sobre a viabilidade do pedido ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), mas ele disse que não havia nomeado nem o presidente nem o relator da CPI, respectivamente os deputados Efraim Filho (DEM-PB) e Sergio Souza.
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