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Notícia de Política

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Campanha eleitoral de ministro do Turismo poderá ser alvo de investigação da PF

Publicado em: 07/10/2019 10:08 | Atualizado em: 07/10/2019 10:21

Valter Campanato/Agência Brasil
A Polícia Federal sugeriu que uma segunda investigação sobre o caso das candidaturas laranjas do PSL fosse aberta. O objetivo agora é analisar as contas de campanha do atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. 

Documentos apreendidos na apuração do caso despertaram a suspeita de que o dinheiro obtido no esquema de candidaturas laranjas do PSL tenha sido desviado, através de caixa dois, para abastecer a campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) e Álvaro Antônio, candidato à Câmara dos Deputados e coordenador da candidatura presidencial de Bolsonaro em Minas Gerais. 

Caso uma nova investigação seja aberta, o ministro do Turismo será o foco principal, sob a suspeita de movimentar recursos sem o conhecimento da Justiça Eleitoral. Além da planilha, a PF baseou sua sugestão em um depoimento e outros indícios de recursos não contabilizados na campanha de Álvaro Antônio. Os casos foram enviados para o Ministério Público, que deverá decidir se abre ou não a nova apuração. O promotor Fernando Ferreira Abreu informou que novas investigações serão feitas, mas não forneceu maiores detalhes. 

Na semana passada, Álvaro Antônio foi indiciado e denunciado, ao lado de outras dez pessoas, sob acusação de ter cometido falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa. O ministro foi o  candidato a deputado federal mais votado em Minas Gerais. 

A Polícia Federal não solicitou ações sobre às menções de dinheiro desviado para material de campanha do atual presidente Jair Bolsonaro. 

Apesar das investigações correrem em sigilo, o ministro da Justiça, Sergio Moro, publicou em suas redes sociais uma defesa ao presidente. Moro é responsável pela Polícia Federal. 

“Jair Bolsonaro fez a campanha presidencial mais barata da história. Manchete da Folha de S.Paulo de hoje não reflete a realidade. Nem o delegado, nem o Ministério Público, que atuam com independência, viram algo contra o PR [presidente da República] neste inquérito de Minas. Estes são os fatos”, escreveu.
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