Auditor preso pela Lava-Jato investigou Gilmar Mendes indevidamente

Por: Vera Batista - Correio Braziliense

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 02/10/2019 20:42 Atualizado em:

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
O principal alvo da Operação Armadeira e apontado como chefe do esquema criminoso pela Polícia Federal (PF), em conjunto Ministério Público Federal (MPF) e a Corregedoria da Receita Federal, é o auditor-fiscal Marco Aurélio da Silva Canal, supervisor nacional da Equipe Especial de Programação da Operação Lava-Jato. Esse técnico já havia sido acusado por irregularidades na divulgação de dados do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, Guiomar Feitosa. O ministro chegou a citá-lo, nominalmente, por abuso de autoridade.

“Eu sei e a Receita sabe que houve abuso nesse caso. O que se sabe é que quem coordenou essa operação é um sujeito de nome Marco Aurélio da Silva Canal, que é chefe de programação da Lava-Jato do Rio de Janeiro”, disse Gilmar Mendes, há cerca de sete meses. O ministro disse também que o vazamento dos dados pessoais fez parte de uma operação de “baixo nível” para atingi-lo. “Estão incomodados (os responsáveis pelo vazamento) com o quê? Com algum habeas corpus que eu tenha concedido na Lava-Jato?”, questionou à época.

Mas, segundo os procuradores, o caso do ministro e o envolvimento do auditor na Operação Lava-Jato não têm relação com a operação de hoje. Canal, em fevereiro, quando Gilmar Mendes fez as críticas, já era investigado por fazer parte de organização criminosa, crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O auditor era o responsável pela programação de fiscalização contra os investigados na Lava-Jato. Ele selecionava os contribuintes e apresentava um sobre eles para as unidades fiscais aprofundar a verificação e cruzar os dados com as informações internas.


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