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Declaração

'Muitos naufrágios virão pelo Brasil', diz Bolsonaro sobre navios na costa de Tamandaré

Publicado em: 16/09/2019 20:55

Foto: Evaristo Sá/AFP (Foto: Evaristo Sá/AFP)
Foto: Evaristo Sá/AFP (Foto: Evaristo Sá/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro comentou na noite desta segunda-feira (16) o afundamento de dois navios para prática de pesquisa e turismo em Tamandaré. "Afundamos nossos 2 primeiros navios na costa de Pernambuco (Praia de Tamandaré), num programa que promove o turismo de mergulho e abrigo de peixes. Muitos naufrágios virão pelo Brasil.", publicou.




Os navios estavam em avançado estado de deterioração e tornou-se impossível recuperá-los. Assim, o afundamento foi a opção mais adequada para a conservação ambiental e o uso público, ou seja, turismo contemplativo com mergulho.

Navios
Na manhã desta segunda, dois navios de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) foram afundados na APA Costa de Corais, a cerca de 7 Km da costa, a uma profundidade de 27 metros. Riobaldo e Natureza, como são denominados, ficaram a uma distância de 40 metros um do outro. A operação teve início às 5h e terminou às 10h30 com a participação de cerca de 50 pessoas.

Inicialmente voltados para a prospecção pesqueira, ambos navegaram durante muitas horas em prol da realização do Programa REVIZZE - Avaliação do Potencial Sustentável de Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva. O REVIZEE é resultado de um detalhamento do Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM), que se originou a partir do compromisso assumido pelo Brasil, quando da ratificação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. A convenção atribuiu aos países costeiros direitos e responsabilidades quanto à exploração, conservação e gestão dos recursos vivos de suas ZEE.

Os navios estavam aportados no píer do Cepene desde 2006 e, desde então, nunca mais navegaram. O adiantado estado de deterioração dos mesmos tornou inviável a sua recuperação, por isso o afundamento foi a opção de destinação que mais se adequou aos objetivos voltados para a conservação ambiental, pesquisa e uso público (turismo contemplativo com mergulho).

A iniciativa partiu do ICMBio (Instituto Chico Mendes) com apoio da Marinha do Brasil (Capitania dos Portos de PE), do Departamento de Oceanografia da UFPE e da Polícia Federal. Posteriormente, será montada uma exposição, no Cepene, com peças das embarcações.
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