AMEAÇAS Filho de Carla Zambelli consegue vaga em Colégio Militar sem fazer prova

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 03/09/2019 16:54 Atualizado em:

Foto: Agência Câmara/ Michel Jesus
Foto: Agência Câmara/ Michel Jesus
Deputada federal Carla Zambelli (PSL) conseguiu que seu filho fosse matriculado no Colégio Militar de Brasília sem que tivesse que passar pelo processo padrão de seleção de alunos. A autorização para o ingresso do menino foi publicada no último dia 30 no Boletim de Acesso Restrito do Exército. Em 2017 a relação de foi 48,48 candidatos por vaga para o sexto ano do ensino fundamental.

O Despacho Decisório 142/2019, que autorizou a entrada sem prestação de concurso, informa que Carla Zambelli solicitou a vaga por ter se mudado para Brasília depois de empossada no cargo de deputada. Segundo o documento, ela afirmou que seu pedido estava respaldado pelo artigo 92 do Regulamento dos Colégios Militares.

O artigo, o último do Regulamento e que integra suas Disposições Transitórias, prevê que casos considerados especiais poderão ser apreciados pelo Comandante do Exército. O Centro de Comunicação Social do Exército citou este mesmo artigo para justificar a matrícula do filho da parlamentar. 

Zambelli contou que ela e seu filho vêm sofrendo ameaças desde 2016, feitas, segundo a deputada, por grupos ligados a dois massacres ocorridos em escolas brasileiras – o de Realengo, no Rio e o de Suzano, no Estado de São Paulo.

A polícia paulista teria considerado que seu filho não estaria seguro em São Paulo e isso fez com que ela decidisse levá-lo para Brasília e tentasse obter uma vaga no Colégio Militar, a única instituição que ela considera suficientemente segura para o garoto, de acordo com Zambelli. Ela afirmou contar com proteção da Polícia Legislativa, mas que esta segurança não beneficia seu filho. A deputada disse ter anexado provas das ameaças no documento encaminhado ao Comando do Exército.

Ressaltou que o seu filho foi submetido a uma avaliação no Colégio Militar de Brasília. Ele começou a frequentar aulas em março ou abril – antes mesmo da autorização formal dada pelo Exército.



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