ETANOL Deputado Raul Henry critica decisão do Governo Federal

Publicado em: 12/09/2019 08:21 Atualizado em: 12/09/2019 08:34

Ele protestou contra a autorização de importação de 750 milhões de litros de etanol americano para o Nordeste. Foto: Divulgação
Ele protestou contra a autorização de importação de 750 milhões de litros de etanol americano para o Nordeste. Foto: Divulgação
Recentemente, o Governo Federal autorizou a importação de 750 milhões de litros de etanol americano para o Nordeste. A medida ocasionou o protesto de alguns parlamentares, a exemplo do deputado federal Raul Henry (MDB-PE), que subiu à tribuna da Câmara dos Deputados, na tarde ontem para protestar contra a decisão. O problema é que isto aconteceu exatamente no período da safra da região, cuja produção é de 2,2 bilhões de litros. “A importação autorizada representa mais de um terço da nossa produção anual”, afirmou.

Raul destacou o desenvolvimento da indústria sucroenergética nordestina, a despeito das adversidades geográficas e climáticas. Atualmente, a região conta com 60 usinas e 300 mil empregos diretos. “Empregos vitais para o mínimo de estabilidade socioeconômica da densamente povoada e socialmente vulnerável zona-da-mata nordestina. Não é justo, nem correto, que, diante de tantas adversidades, o Governo Federal queira impor ainda maiores sacrifícios ao povo do Nordeste”, acrescentou.

De acordo com o deputado, tal decisão terá um custo de renúncia fiscal de 270 milhões de reais, em uma situação em que o Brasil é autossuficiente em etanol e que o país vive a maior crise fiscal da sua história. “O único objetivo é apenas agradar ao presidente americano Donald Trump, que está com excedente de produção depois da insana guerra comercial com a China. Uma articulação feita pelo filho do Presidente que quer ser embaixador e que atropelou o Itamaraty e o Ministério da Agricultura”, alertou.

Com o objetivo de reverter tal situação, o parlamentar fez um apelo ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para colocar em votação o mérito de um decreto legislativo, apresentado na última terça (10), neste sentido. “Esse decreto vai barrar essa insanidade e reestabelecer um mínimo de altivez ao nosso país. Não aceitamos mais atitudes de insensibilidade e preconceito contra a economia e o povo do Nordeste”, concluiu.


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