PGR Augusto Aras será aprovado no Senado ''sem problemas'', aposta Bolsonaro

Por: Estado de Minas

Publicado em: 08/09/2019 10:00 Atualizado em:

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Brasília – Depois de participar do desfile de 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro disse estar confiante na aprovação pelo Senado do nome do subprocurador Augusto Aras para o comando da Procuradoria-Geral da República. Aras não estava na lista tríplice enviada pela Associação Nacional dos Procuradores ao Palácio do Planalto. “O PGR, acredito que ele passe lá no Senado sem problemas”, afirmou o presidente ao chegar ao Palácio da Alvorada. No Senado, o clima é considerado favorável entre governistas e parte dos independentes à aprovação de Aras. A indicação será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, mesmo se for reprovada no colegiado, onde precisa de maioria simples para passar, depois vai para votação no plenário. Para ser confirmado procurador-geral da República, Aras precisa do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores.

Bolsonaro convocou os brasileiros a ir às ruas para celebrar o Dia da Independência. Como em outras oportunidades, quando criticou as gestões petistas, defendeu a liberdade e acusou de que ela foi, por “tantas e tantas vezes”, ameaçada por “brasileiros que não têm outro propósito a não ser o poder pelo poder”. A declaração foi dada à TV Brasil, que, pela primeira vez, foi autorizada a entrar no Palácio da Alvorada para acompanhar a saída do presidente à Esplanada dos Ministérios. “Bom-dia aos mais de 210 milhões de brasileiros. Hoje, é uma data magna, uma data ímpar em nosso país. A data em que nós nos tornamos independentes. Agora, a independência de nada vale se não tivermos liberdade. Essa, por tantas e tantas vezes, ameaçada por brasileiros que não têm outro propósito a não ser o poder pelo poder”, acusou.

Em seguida, Bolsonaro adotou um discurso de valorização do país, ao pedir a “conscientização” dos brasileiros, em resposta velada ao presidente da França, Emmanuel Macron, que, para ele, atentou contra a soberania do Brasil ao sugerir a internacionalização da Amazônia. “A todos os brasileiros, nós pedimos, conscientizem-se cada vez mais de quem é esse país, essa maravilha chamada Brasil. Um país ímpar no mundo, que tem tudo para dar certo, e precisamos, sim, de cada um de vocês para reconstruí-lo. E a liberdade está em primeiro lugar. (...) O Brasil é nosso, é verde e amarelo”, destacou.

No discurso, o presidente também convocou a participação da população às ruas. “Nesse momento, quem puder comparecer, no seu município, por ocasião do desfile do 7 de Setembro, como estou indo aqui para a Esplanada, compareça”, pediu. Na sexta-feira, ao longo do dia, desde pela manhã, na saída do Palácio da Alvorada, a outras cerimônias ao longo do dia, ele chamou o povo para comemorar a data.

Banda
Com o desfile em andamento, Bolsonaro decidiu descer da tribuna e caminhar pela Esplanada dos Ministérios, acenando e cumprimentando o público. Cercado por dezenas de seguranças, ele foi acompanhado pelos ministros Sérgio Moro (Justiça e Segurança Publica), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Em razão da quebra de protocolo, o desfile chegou a ser interrompido por alguns minutos. Depois te retornar à tribuna, o presidente acompanhou o restante do desfile.

Além de ministros e autoridades, os empresários Silvio Santos, Edir Macedo e Luciano Hang também assistiram a boa parte da apresentação ao lado de Bolsonaro. Pouco antes do fim da exibição da Esquadrilha da Fumaça, que encerrou as comemorações do 7 de Setembro na capital federal, o presidente e sua comitiva deixaram a Esplanada. Na chegada à residência oficial, o presidente desceu do carro para cumprimentar as pessoas presentes e falou brevemente com jornalistas que estavam no local. Segundo ele, a decisão de quebrar o protocolo e descer do palanque foi para estimular o sentimento patriótico das pessoas. "Os seguranças ficam um pouco preocupados aqui, mas é um pequeno risco que a gente corre, porque a gente acha que pode despertar o sentimento patriótico do povo brasileiro", afirmou.

Bolsonaro permaneceu no Palácio do Alvorada até o fim da tarde e depois embarcou, no início da noite, para São Paulo. Hoje ele será submetido a nova cirurgia para correção de uma hérnia incisional, como parte do tratamento que faz desde o ataque a faca que sofreu em 6 de setembro do ano passado, durante um ato de campanha em Juiz de Fora. Será o quarto procedimento cirúrgico do presidente desde então. A previsão é de que Bolsonaro fique 10 dias internado. (Com agências)


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