PROVOCAÇÕES Derrubada de veto sobre fake news gera tensão entre Kim e Eduardo no Twitter

Por: Maria Clara Ferreira

Publicado em: 29/08/2019 15:15 Atualizado em: 29/08/2019 15:48

Fotos: Michel Jesus/Câmara dos Deputados e Agência Brasil
Fotos: Michel Jesus/Câmara dos Deputados e Agência Brasil
A derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro sobre as fake news durante as eleições, nessa quarta-feira, dividiu a opinião dos parlamentares e provocou um acirramento dos ânimos. No Twitter, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), Kim Kataguiri (DEM), Daniel Coelho (Cidadania) e a ex-deputada Manuela D'Ávila foram um dos protagonistas da discussão sobre o tema. 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) demonstrou sua insatisfação com a derrubada do veto e atacou o também deputado Kim Kataguiri (DEM) pela rede social. Kim Kataguiri não é o autor do projeto, mas sim de um destaque. "Parabéns dep. Kim Kataguiri @kimpkat (DEM-SP) por ter viabilizado esse instrumento que vai calar exatamente aqueles que não divulgam fake news. A esquerda comemorou no plenário, será por quê?", ironiza Eduardo. O filho do presidente também afirma que, a partir desta situação, seus inimigos que "não tem caráter" agora poderão lhe processar por fake news mesmo quando estiver falando a verdade. 


Em seu perfil, o deputado Kim Kataguiri respondeu aos ataques. "O que estão divulgando sobre meu destaque é FALSO e expõe a canalhice de quem espalha esse boato", publicou. Kim também respondeu a Eduardo citando uma votação do presidente Jair Bolsonaro em 2014: "Seu pai votou a favor da ÍNTEGRA do projeto DUAS VEZES em 2014. Não vi você chamando-o de censor, canalha, traidor ou coisa do tipo. Por que não admite logo que a birra é porque minha emenda à LDO faz seu PSL perder 500 milhões? Covarde". 


A ex-deputada Manuela D'Ávila, que comemorou a decisão do Legislativo, também foi citada por Eduardo Bolsonaro. "Vitória!!! (...)Derrota das notícias falsas e de quem as propaga!", ela publicou. Eduardo, citou a comemoração e respondeu: "Se a esquerda está comemorando, já sabe né...". 


O senador Humberto Costa (PT), um dos que defenderam a derrubada do veto, celebrou a vitória e considerou "vergonhoso" o posicionamento de Jair Bolsonaro.  "As milícias virtuais que se cuidem. A pena será dura", escreveu Humberto. 



O deputado Daniel Coelho (Cidadania), líder do partido na Câmara, se posicionou contrário à derrubada por considerar que a medida prejudica os cidadãos e não os políticos. "Contra fakenews, todos temos que ser. Mas, a punição tem que ir para os políticos e partidos que criam essas manipulações", afirmou Daniel.



Sobre o veto 

O Congresso Nacional derrubou na noite da última quarta-feira (28) o veto de Jair Bolsonaro (PSL) a penas mais duras para quem propaga notícias falsas, as fake news, durante as eleições. O veto foi realizado em junho, quando a lei que atualiza o Código Eleitoral chegou à mesa do presidente da República. 

Com a derrubada do veto, a pena para quem divulgar notícias falsas com objetivo eleitoral é de dois a oito anos de reclusão. A pena será aplicada apenas quando for comprovado que o acusado sabia da inocência do alvo da notícia falsa divulgada. 

Para ter vetado, Bolsonaro usou o argumento de que a nova pena %u201Cviola o princípio da proporcionalidade entre o tipo penal descrito e a pena cominada%u201D. O veto presidencial foi derrubado por 326 deputados e 48 senadores.


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