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Pernambucano assume presidência do PSDB

Publicado em: 31/05/2019 09:03

Bruno ficou marcado por ter dado o voto que selou impeachment de Dilma Rousseff. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após ter polarizado a política brasileira nos últimos 25 anos com o PT, o PSDB amargou apenas uma quarta colocação nas eleições presidenciais de 2018, o que foi visto, por integrantes da sigla, como uma sinalização de que algo precisaria mudar nas hostes tucanas. É justamente nessa diretriz que o ex-deputado pernambucano Bruno Araújo quer trabalhar dentro da legenda na cadeira que deixa de ser ocupada pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a partir da Convenção Nacional, que será realizada hoje.

“O PSDB tem de mudar um comportamento de hesitação que teve em muitos momentos de sua história. Embora isso possa ser discutido dentro do partido, não vejo mudança de nome, cor ou mascote como solução. Não é transformando a Venezuela em República Democrática da Venezuela que vai mudar a minha percepção sobre o que acontece no país. É mais importante o PSDB abandonar as histórias de hesitação”, afirmou à Agência Estado, Bruno Araújo, que tem o governador de São Paulo, João Doria, como fiador para a sua condução ao posto de líder do tucanato. O gestor paulista tem como voo mais alto a tentativa de ser candidato à Presidência em 2022.

Nas eleições de 2018, o PSDB viu sua bancada sair de 49 deputados federais eleitos em 2014 para 29 no ano passado, o que ocasionou a queda de terceira para a nona maior bancada da Câmara Federal. Mesmo tendo perdido força no Congresso, os tucanos comandam o futuro de 60 milhões de brasileiros com os governos estaduais de São Paulo (João Doria), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite) e Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja).

Outro debate à vista nos horizontes internos do PSDB será o possível desligamento de tucanos envolvidos em suspeitas de corrupção. Atualmente, os principais alvos da sigla são o deputado Aécio Neves (MG) e o ex-governador do Paraná, Beto Richa, enrolados na Lava-Jato. Sobre isso, Bruno Araújo adota tom conciliador: “Política se constrói na base do diálogo e do bom senso. O ex-governador Eduardo Azeredo se desfiliou. Isso foi uma atitude de bom senso. Sempre defendi o diálogo”, disse o ex-ministro das Cidades do governo Michel Temer.

Além dos problemas internos, o PSDB tenta mudar a sua visão perante a opinião pública, que, em parte, alimenta o mote de que o tucanato costuma ficar “em cima do muro” em momentos importantes do país e nas pautas de costumes. Apesar disso, o novo presidente Bruno Araújo garante que o partido não participará do governo Bolsonaro e que as pautas de costumes serão debatidas internamente. “Em relação à pauta de costumes, é preciso respeitar o momento da sociedade, mas cada um desses temas precisa ser discutido no conjunto do partido. (...) E o PSDB não faz e não fará parte do governo. O partido tem vários quadros técnicos colaborando com o país. O tema mais importante do Brasil hoje foi escrito por um tucano, o ex-deputado Rogério Marinho (atual secretário especial da Previdência)”, disse Araújo, que ainda defendeu que Jair Bolsonaro precisa ser um “pacificador”.

PSDB ESTADUAL
Em Pernambuco, o PSDB também terá formação de uma nova direção executiva. No lugar de Bruno Araújo, quem deve assumir a liderança estadual do partido deve ser a deputada estadual Alessandra Vieira, esposa do prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, também tucano. (Com Agência Estado)
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