Filho e nora de Pedro Corrêa prestam depoimento na sede da PF no Recife
Publicado: 10/04/2015 às 11:13
Pedro Corrêa está preso desde dezembro de 2013 Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Pres(Annaclarice Almeida/DP/D.A Pres)
Com prisão preventiva decretada por conta da deflagração da 11° fase da Operação Lava Jato, Pedro Corrêa permanecerá no Presídio de Canhotinho, no Agreste pernambucano, até que o Juiz Sérgio Moro e o juiz da 1° Vara de Execuções Penais de Recife, Luiz Rocha, entrem em um acordo.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco, ainda não há informações sobre a decisão da ida de Pedro Corrêa para Curitiba para prestar depoimento ou ficar em definitivo cumprindo pena.
Ao Diario, o primo e advogado de Pedro, o ex-juiz Clóvis Corrêa, informou que agentes da Polícia Federal estiveram na manhã desta sexta-feira (10) no apartamento onde mora a família do ex-parlamentar, em Boa Viagem, por volta das 5h da manhã, e além de apreender documentos e computadores, levaram Fábio Corrêa Neto, filho do ex-deputado e a sua nora Márcia Danzi Corrêa. "O juiz Sérgio Moro não estava sabendo que Pedro está preso (regime fechado) tanto que mandou buscar Pedro em Casa", contou Clóvis.
[SAIBAMAIS]Segundo ele, filho e nora de Pedro prestarão depoimento por conta de informações veiculadas na imprensa de que ambos teriam recebido patrimônio transferido pelo ex-parlamentar. Informação que, de acordo com ele, não é verdadeira. "Pedro está numa situação financeira muito difícil. A família teve que juntar R$ 47 mil para pagar a primeira parcela, de um total de sessenta, da multa para ele poder progredir a pena", aponta.
Com o pagamento desta parcela, Pedro Corrêa passaria do regime fechado para o regime semi-aberto. O ex-juiz apontou que a família não ira recorrer ao pedido de prisão preventiva. Ele afirma que, inclusive, já havia aconselhado o primo para que ele fosse até Curitiba prestar depoimento.
De acordo com informações do jornal O Globo, a Polícia Federal também prendeu provisoriamente Ivan Merman, apontado como laranja de Pedro Corrêa. Ao Diario, Clóvis se restringiu a dizer que Ivan era assessor do ex-parlamentar. Atualmente, Pedro Corrêa cumpre pena de 7 anos e 2 meses de prisão por condenação no mensalão.
Pedro Corrêa foi citado pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, como recebedor de propina no valor de R$ 5,3 milhões. O dinheiro teria sido repassado no primeiro semestre de 2010 e teria abastecido a campanha do ex-parlaemntar naquele ano.