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Saúde Verme no coração atinge cães no litoral Pesquisa aponta que 50% dos animais das regiões litorâneas do estado sofrem da enfermidade. O verme se prolifera em climas quentes

Por: Larissa Rodrigues - Diario de Pernambuco

Publicado em: 14/09/2015 16:15 Atualizado em: 14/09/2015 16:10

Praia e calor é a combinação perfeita para quem gosta de clima quente e úmido. No entanto, esse ambiente também é ideal para os mosquitos transmissores da dirofilariose – doença parasitária provocada por vermes que se alojam, principalmente, nas artérias do coração dos cães. Cerca de 50% dos animais das regiões litorâneas de Pernambuco estão acometidos pela enfermidade.

As altas temperaturas são adequadas para que as fêmeas de algumas espécies dos gêneros Culex e Aedes (não é o mesmo da dengue) se reproduzam. Uma pesquisa auxiliada por especialistas de diversas universidades brasileiras, como o Departamento de Medicina Veterinária da UFRPE, foi publicada em 2014 e mostrou que 49,5% dos cães da Ilha de Itamaracá e, 36,7% de Recife estão contaminados pela doença, popularmente conhecida como “verme do coração”.

Os dados foram obtidos entre 2013 e 2014. Cerca de 1,6 mil animais que vivem em áreas endêmicas de todo o País foram avaliados, por meio de exames de sangue. O objetivo foi procurar focos em áreas onde a doença já tinha sido pesquisada. O último estudo havia sido feito em 2003. Naquele ano, a frequência no Recife era de 12%. Em Itamaracá, 29%.

Um dos pesquisadores do novo estudo é o gerente técnico de Animais de Companhia da Zoetis e médico veterinário Alexandre Merlo. De acordo com ele, um dos fatores que contribuiu para o aumento é que durante muito tempo se considerou que a doença não existia mais. “O que a gente viu foi um aumento em todo o Brasil. Em muitos animais que não têm sintomas, a doença fica escondida. Esses, de uma hora para outra, podem apresentar”, observou Merlo.

Alguns animais podem ter até 100 vermes que medem entre 10 a 15 centímetros em formato de macarrão. Todo tipo de cachorro pode ser infectado. Os transmissores são vários tipos de mosquitos. A prevenção é feita com medicamentos administrados uma vez por mês. Pode ser através de comprimidos de forma oral, e pipetas colocadas no pescoço dos animais.

O médico veterinário e diretor da Unidade de Negócios de Animais de Companhia da Zoetis Brasil, Tiago Papa, diz que a enfermidade registrava declínio no início dos anos 2000 e que o agravamento do cenário está relacionado aos sinais clínicos da doença. “Os sintomas como tosse, falta de ar, emagrecimento, cor escura da língua e intolerância a exercícios só aparecem depois de alguns meses”, explicou Papa.

O diagnóstico deve ser feito por veterinário por meio de informações obtidas com o proprietário e nos exames clínicos. “Infelizmente, em alguns casos, quando o dono leva o cão à consulta, o animal está próximo da morte. Portanto, sem possibilidade de tratamento. A prevenção é a única forma de evitar a dirofilariose”, afirmou Tiago.

A veterinária Ana Valéria Calderon disse que há medicamentos que matam as microfilárias e outros que atingem os vermes adultos, que precisam ser administrados mensalmente.


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