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Sentimentos Pesquisa indica que cães reconhecem felicidade e tristeza das pessoas Cada vez mais estudos apontam que animais sentem emoções de forma parecida à dos humanos

Por: Paloma Oliveto - Correio Braziliense

Publicado em: 29/03/2015 11:36 Atualizado em: 29/03/2015 16:00

Foi a primeira vez que uma pesquisa comprovou que cães podem discriminar expressões emocionais exibidas por outra espécie. Foto: Martin Cooper/Flickr
Foi a primeira vez que uma pesquisa comprovou que cães podem discriminar expressões emocionais exibidas por outra espécie. Foto: Martin Cooper/Flickr

Mais de 62 mil espécies de vertebrados já foram descritas pelos biólogos. O homem é apenas uma delas. Ainda assim, muitos ainda pensam que a raça humana é a única a ter sentimentos. Uma visão antropocêntrica que a ciência tem ajudado a derrubar. Cada vez mais, estudos provam que, além das reações instantâneas a estímulos — medo, dor, fome e sede, por exemplo —, os animais exibem e reconhecem, nos outros, estados emocionais complexos. “É, no mínimo, solitário pensar que, em um mundo tão vasto, apenas nós seríamos capazes de sentir e todos os outros estariam aqui apenas para nos servir”, resume Mark Bekoff, professor emérito de biologia evolutiva da Universidade do Colorado, no livro Wild justice: the moral lives of animals (Justiça selvagem: a vida moral dos animais, sem edição no Brasil).

Eles não apenas têm emoções como as identificam em humanos, segundo um estudo publicado recentemente na revista Current Biology. Pesquisadores da Universidade de Medicina Veterinária de Viena (Áustria) constataram, pela primeira vez, que cães podem discriminar expressões emocionais exibidas por outra espécie — no caso, o homem. Para Corsin Müller, investigador do Laboratório de Inteligência Canina da instituição e um dos autores de estudo, essa é a primeira “evidência científica sólida” de uma capacidade que os tutores de animais de estimação estão cansados de reconhecer em seus bichos.

Müller esclarece que estudos anteriores sobre o tema haviam chegado a conclusões pouco convincentes. Para sanar a dúvida de vez, a equipe austríaca desenvolveu um teste totalmente novo. Primeiro, eles treinaram cães para diferenciar as imagens de uma pessoa,tanto com o rosto feliz quanto com expressão raivosa. Em ambos os casos, os cachorros só viam a metade superior ou inferior da face e, dependendo da expressão, os pesquisadores diziam as palavras “feliz” ou “bravo”.

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