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Heróis Conheça o trabalho dos cães que ajudam a manter a cidade mais segura Eles ajudam a salvar vidas. Veja os 10 cães que fazem parte da Companhia de Busca e Salvamento, do Corpo de Bombeiros, e dos 60 que formam o BPCães, da Polícia Militar

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 24/03/2015 13:12 Atualizado em: 24/03/2015 13:28

A Companhia de Busca e Salvamento conta com 10 cães que são treinados por uma equipe de 13 bombeiros. Foto: Ana Rayssa/ Ep CB/ D. A Press (A Companhia de Busca e Salvamento conta com 10 cães que sãotreinados por uma equipe de 13 bombeiros. Foto: Ana Rayssa/ Ep CB/ D. A Press)
A Companhia de Busca e Salvamento conta com 10 cães que são treinados por uma equipe de 13 bombeiros. Foto: Ana Rayssa/ Ep CB/ D. A Press


Para eles, tudo é uma grande brincadeira. Sem pensar duas vezes, enfiam-se no meio do mato, atravessam córregos e percorrem zonas de escombro. Treinados para isso, veem a atividade como uma caça ao tesouro. No entanto, estão ajudando a salvar vidas e a tornar a cidade mais segura. Esse é o trabalho dos cães do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), hoje referência em todo o Brasil. Encontrar pessoas desaparecidas, localizar cadáveres e detectar explosivos são algumas das funções dos corajosos cachorros. Obedientes e dedicados, os bichos logo ganham o coração de quem os conhece. Com os policiais e os bombeiros, a relação é de parceria, afeto e amizade, essenciais para enfrentar os desafios da profissão.

A Companhia de Busca e Salvamento emprega os caninos desde a década de 1990. Atualmente, conta com 10 animais, treinados por uma equipe de 13 bombeiros. O trabalho do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) da PMDF começou um pouco antes. A unidade só foi oficializada em 2011, mas os policiais já usavam cachorros no dia a dia desde os anos 1970. Ao todo, são 60 animais e 93 PMs.

Em cada corporação, os bichos cumprem funções diferentes. No Corpo de Bombeiros, ajudam a achar vítimas perdidas, além de localizar corpos. Já os cachorros dos BPCães são encarregados de colaborar na captura de fugitivos em áreas de mato, córregos ou rios, encontrar drogas e explosivos escondidos e atuar no controle de distúrbios, como manifestações e revoltas em presídios.

O treinamento dos cães é intenso e inicia-se bem cedo. "Começamos a educá-los quando são filhotes, com menos de 6 meses, para ter a melhor resposta possível", explica o terceiro-sargento da Companhia de Busca e Salvamento Gilson Barros Matias Lins. Na PMDF, foi adotada prática parecida. Andar próximo a pessoas, sentar, usar o olfato para procurar e trazer objetos e até atacar sob comando são algumas das habilidades ensinadas. O adestramento costuma durar até um ano.

Os cachorros treinam todos os dias, tanto para fixar o aprendizado quanto para se manter saudáveis. Pode parecer uma rotina dura, mas os bichos encaram tudo como uma grande diversão. " Quando fazemos a seleção dos cachorros, procuramos aqueles que tenham um temperamento compatível com a atividade. Por isso, eles adoram. Além disso, são recompensados com muito carinho e amizade", complementa o subtenente do BPCães major Vânio Escobar.

As duas corporações costumam treinar raças parecidas. O Corpo de Bombeiros opta, principalmente, por labradores e pastores-belgas malinois. " Esses cachorros têm um visual mais amigável, o que é um ponto positivo durante o resgate de vítimas que estão perdidas e assustadas", explica Barros. A Polícia Militar utiliza esse tipo de cachorro, mas também emprega outros de porte mais imponente, como pastores-alemães, dobermans e rotweillers. Todas essas raças se destacam pela inteligência, pelo comportamento moldável e pela boa disposição física. Essenciais para o trabalho, os cachorros são capazes de substituir até 20 policiais na procura por suspeitos, armas e substâncias ilícitas, graças ao olfato 40% superior ao do homem.


Dedicados à profissão

Tanto na Companhia de Busca e Salvamento quanto no BPCães, os cachorros moram em canis das corporações. Quando são acionados para uma ocorrência, estão prontos a atender. Muitos deles, inclusive, já viajaram para alguns estados para auxiliar em situações de emergência (veja quadro). Os cachorros têm diversas especializações. Os de detecção são usados para encontrar entorpecentes, armas e explosivos. " Eles aprendem a rastrear alterações nos cheiros do ambiente para encontrar o objeto ou a pessoa que procuram", explica Escobar. Os cães dos bombeiros recebem adestramento parecido. Já animais de captura, mais robustos e de temperamento forte, auxiliam a deter e imobilizar bandidos.

Eles costumam se aposentar aos 8 anos. Quando ficam mais velhos, ficam no próprio quartel, onde continuam a receber cuidados dos bombeiros, mas vários já foram adotados por integrantes da unidade. Os animais do BPCães, geralmente, mudam-se para a casa dos policiais. Uma coisa é certa: não lhes faltam carinho e atenção em nenhum momento. " É muito gratificante trabalhar com cachorros. Eles te olham e você sabe que pode contar com eles. São muito comprometidos", diz o cabo Pedro Dias Boa Sorte, 29, do Corpo de Bombeiros." O trabalho pode ser estressante, mas os cães nos ajudam a esquecer dos problemas", endossa o soldado Tadeu Dávalos da Silva, 24, do BPCães.



Histórias de heróis

Confira histórias de alguns dos cachorros que ficaram marcadas no Corpo de Bombeiros e na Polícia Militar.

» O labrador D%u2019Artagnan, da Companhia de Grupamento e Salvamento, viajou para o Rio de Janeiro, em 2011, para ajudar a resgatar vítimas das enchentes e dos deslizamentos que atingiram o estado.

» Em 2006, outro cachorro do Corpo de Bombeiros, Zeca, participou da busca dos corpos das vítimas da colisão entre um Boeing da Gol e um jato executivo Legacy-600 da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), em Brasília. O acidente deixou 154 mortos.

» Este mês, a cadela Maggie, do BPCães, conseguiu detectar sementes de maconha na mochila de um jovem, na Rodoviária do Plano Piloto. O suspeito tentou negar, mas o olfato da cachorra estava certo.

» Apenas um cachorro do BPCães morreu em combate. Há dois anos, a pastora malinois Íris estava numa perseguição quando o suspeito pulou de uma janela alta e ela o seguiu. Ela não sobreviveu à queda. Até hoje, não foi esquecida pelos policiais.

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