Energia nuclear: sinônimo de prosperidade do Sertão!

Alberto Feitosa
Deputado estadual

Publicado em: 17/09/2019 03:00 Atualizado em: 17/09/2019 09:40

Investimentos de R$ 20 bilhões no Sertão pernambucano podem mudar a realidade da região. Os recursos previstos para a possível instalação de uma usina nuclear devem gerar cerca de 15 mil empregos, além de renda e receita para a cidade que a sediar. Segundo estudos da Eletronuclear, o município de Itacuruba, em Pernambuco, reúne as condições ideais para abrigar uma Central Nuclear com seis unidades totalizando 6.600 megawatts de capacidade instalada, o equivalente a toda produção de energia da Chesf. A receita anual desse empreendimento gera um montante significativo em tributos, algo perto de R$ 800 milhões em ICMS para o estado e cerca de R$ 160 milhões em ISS para o município, trazendo ainda mais progresso e desenvolvimento, a exemplo de infraestrutura, ciência, tecnologia, saúde, educação, entre outras.

Com a possibilidade de geração de tamanhas receitas, propus a criação do Fundo de Investimentos em obras sociais, ambientais e de infraestrutura para a região, como também o Fundo Social que assegura recursos para a população em saúde e educação voltados para uso próprio ou para parentes, e ainda a utilização do saldo para fins de Previdência Social. Nós nordestinos não podemos perder essa oportunidade de melhorar a vida do nosso povo, em decorrência de um discurso sensacionalista e alarmista, praticado por ativistas antinucleares, que utilizam como pano de fundo o desconhecimento de grande parte da população. Pesquisas apontam que o receio das pessoas à instalação das usinas nucleares é diretamente proporcional ao desconhecimento do tema. Baseados em dados e resultados, especialistas em energia nuclear afirmam ser esta a forma de produção mais segura, limpa e de menor impacto ambiental, por não emitir gases de efeito estufa e nem liberar poluentes no meio ambiente.

Com 60% das usinas nucleares do mundo funcionando em rios, o Rio Mississipi, nos Estados Unidos, com uma usina instalada à sua margem, é responsável pela irrigação das áreas de produção de alimentos que abastece boa parte do mundo. O famoso Rio Hudson, que abastece toda a cidade de Nova Iorque também engorda essa estatística. Na bucólica cidade de Blayais, famosa região vinífera da França, é possível visualizar torres de usinas nucleares à beira do estuário de Gironde, entre Bordeaux e Royan. Elas são responsáveis pela irrigação das plantações, o que em nada compromete a qualidade dos vinhos, sendo alguns considerados os mais famosos e caros do mundo. Com 58 usinas nucleares, sendo 44 às margens de rios como o Sena; o Rhône e o Loire, a França atinge 75% do seu abastecimento energético de matriz nuclear.

O mundo tem hoje 444 usinas nucleares em operação, o que equivale a 11% da produção de energia elétrica mundial, funcionando há mais de 20 anos consecutivos e operando 24 horas por dia. Isso combinado com as demais matrizes (hidráulica, eólica e solar) assegura o sistema de fornecimento de energia elétrica de uma nação e evitam a variação de preço tão conhecida aos brasileiros, as famosas “tarifas vermelhas” em nossa contas de energia e os apagões. Talvez por isso só os EUA têm 99 usinas;  a China conta com 47 em atividade, 11 em construção, 43 já em fase inicial de construção e planeja a instalação de mais 170. A Coréia do Sul, que começou o seu programa nuclear no mesmo ano que o Brasil (1985), hoje possui 24 em operação, mais 4 em construção, além de exportar tecnologia, comprovando a importância da segurança energética para o desenvolvimento.

Não desenvolver a energia nuclear no Brasil é estagnarmos no tempo. Garantir o protagonismo de Pernambuco nesse processo, conquistado pelo então governador Eduardo Campos, em 2011, em uma disputa com a Bahia, e agora defendido pelo líder do governo federal, senador Fernando Bezerra Coelho, é possibilitar ao povo pernambucano o desenvolvimento e a independência econômica. É livrar as gerações futuras da fila do Bolsa Família. Vamos à luta, Pernambuco está com a chance na mão!

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