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Líder da OTAN pede ajuda urgente a Ucrânia

Jens Stoltenberg reiterou o apelo para os aliados fornecerem ajuda imediata à Ucrânia

Publicado em: 04/04/2024 18:22

Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg (foto: AFP)
Secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg (foto: AFP)

O secretário-geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, na reunião ministerial com os chanceleres da aliança na cúpula que comemora seus 75 anos, reiterou o apelo para  os aliados fornecerem ajuda imediata à Ucrânia e reconheceu que a situação é grave. 

 

“Precisamos mobilizar mais apoio nos próximos dias e semanas. É uma necessidade urgente, à qual os aliados estão a responder. Já tivemos anúncios da Alemanha, do Reino Unido e o apoio adicional da Finlândia. As coisas estão acontecendo neste preciso momento e os aliados vão avaliar o que mais podem fazer”, declarou, alertando ainda que é urgente fornecer defesa aérea, mísseis e munições”.

 

Para Stoltenberg não há tempo a perder, perante uma situação que tende a se agravar. “A situação no campo de batalha é difícil e vimos como a Rússia está agora avançando ao longo da linha da frente e mobilizando mais tropas, disposta a sacrificar homens e material por ganhos marginais”, afirmou.

 

À chegada para a reunião, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kulebe, também fez um pedido direto: "Não quero estragar a festa, mas a minha mensagem principal hoje é: Patriot".

 

O secretário-geral reconheceu que os países da Aliança Atlântica são incapazes de responder imediatamente ao pedido feito por Kulebe. “Os países da OTAN compreendem a urgência de fazer mais no que diz respeito à defesa antiaérea", comentou Stoltenberg, mas disse que alguns membros iam ver que sistemas de defesa antiaérea Patriot podiam enviar. 

 

Outra estratégia da aliança militar é garantir e estabelecer um quadro mais forte e mais previsível para o apoio a longo prazo a Kiev, se referindo ao plano em andamento que pretende financiar 100 bilhões de euros à Ucrânia e que deverá ser anunciado na cúpula de Washington, em julho.

 

Já o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, assegurou que o apoio norte-americano à adesão da Ucrânia à aliança continua firme. "A Ucrânia vai se tornar um membro da OTAN. Nosso propósito nessa reunião é construir uma ponte para a filiação”, avançou. Blinken também defendeu que o apoio da OTAN é sólido e que os membros da aliança vão fazer tudo que podem para apoiar o país na guerra contra Moscou, e lembrou que os russos recebem ajuda na sua defesa de outros países, como a China, a Coreia do Norte e o Irã.

 

 

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