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MISSÃO NO AFEGANISTÃO

Soldado australiano processa jornais que o acusaram de crimes de guerra

Por: AFP

Publicado em: 07/06/2021 13:33

Ben Roberts-Smith, membro do corpo de elite do Regimento do Serviço Aéreo Especial, é um dos diretores da emissora Channel Seven no estado de Queensland
 (crédito: ANTHONY DEVLIN/ POOL/AFP
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Ben Roberts-Smith, membro do corpo de elite do Regimento do Serviço Aéreo Especial, é um dos diretores da emissora Channel Seven no estado de Queensland (crédito: ANTHONY DEVLIN/ POOL/AFP )
Um processo por difamação começou nesta segunda-feira (7) na Austrália, depois que um dos soldados mais condecorados do país apresentou uma demanda contra três jornais que o acusaram de crimes de guerra no Afeganistão.

Ben Roberts-Smith, membro do corpo de elite do Regimento do Serviço Aéreo Especial, processa os jornais Morning Herald de Sydney, o Canberra Times e o Age de Melbourne por textos de 2018 que o acusam de cometer assassinatos e outras atrocidades durante sua missão no Afeganistão.

Os advogados dos jornais e dos jornalistas processados defendem a veracidade das informações, de acordo com os documentos judiciais.

O exército e a polícia da Austrália investigam eventuais crimes de guerra cometidos por suas tropas de de elite no Afeganistão. Entre as testemunhas citadas pela defesa estão pelo menos quatro afegãos que prestarão depoimentos por videoconferência em Cabul.

Por seus serviços no Afeganistão, Roberts-Smith recebeu as principais condecorações do exército australiano. Atualmente, ele é um dos diretores da emissora Channel Seven no estado de Queensland.

O julgamento na Corte Federal durará entre oito e 10 semanas e ouvirá quase 60 testemunhas, informou uma fonte do tribunal. Quando abordar questões de segurança nacional, as audiências acontecerão a portas fechadas.
 
A Austrália enviou 39.000 militares desde 2001 ao Afeganistão como parte da intervenção dos Estados Unidos e da Otan para derrubar os talibãs.

Canberra deve retirar até setembro o pequeno contingente que permanece no país asiático, de acordo com o processo de saída previsto pelas forças internacionais.

Em 2020, após uma investigação interna, o exército australiano reconheceu a existência de provas confiáveis de que suas forças especiais "mataram ilegalmente" pelo menos 39 civis e prisioneiros afegãos.
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