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UE e EUA se unem para evitar distorções nas políticas do comércio global
Publicado: 17/05/2021 às 18:46
/Foto: AFP
Nesta segunda-feira (17), os Estados Unidos e a União Européia (UE) lançaram um comunicado oficial em conjunto, no qual declaram que eles como aliados e por compartilharem interesses de segurança nacional similares aos das economias democráticas de mercado, podem formar uma parceria para responsabilizar países como a China, que apóiam políticas globais que distorcem o comércio.
O documento foi redigido pela representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, pela secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, e pelo vice-presidente-executivo da Comissão Européia, Valdis Dombrovskis. "Todos concordaram em entrar em discussões sobre a resolução mútua de preocupações nesta área que aborda o excesso de capacidade de aço e alumínio e a implantação de soluções eficazes, incluindo medidas comerciais adequadas, para preservar nossas indústrias críticas", diz a nota emitida pelos representantes.
O documento foi redigido pela representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, pela secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, e pelo vice-presidente-executivo da Comissão Européia, Valdis Dombrovskis. "Todos concordaram em entrar em discussões sobre a resolução mútua de preocupações nesta área que aborda o excesso de capacidade de aço e alumínio e a implantação de soluções eficazes, incluindo medidas comerciais adequadas, para preservar nossas indústrias críticas", diz a nota emitida pelos representantes.
A UE concordou em uma trégua parcial com os EUA na disputa sobre as tarifas de metais impostas pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. A comissão informou ainda que suspenderrá um aumento proposto em suas tarifas retaliatórias que adicionariam uma série de produtos, de batom a calçados esportivos, e dobraria para 50% as taxas sobre o uísque bourbon americano, motocicletas e barcos a motor. As discussões teriam como meta buscar soluções, como medidas comerciais adequadas, até o final do ano.
Os Estados Unidos manterão suas tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, que também se aplicam às importações de China, Índia, Rússia, Turquia, Noruega e Suíça. Para garantir um ambiente mais construtivo para esses esforços conjuntos, eles concordaram em evitar mudanças nessas questões que podem afetar negativamente o comércio bilateral.
Os Estados Unidos manterão suas tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, que também se aplicam às importações de China, Índia, Rússia, Turquia, Noruega e Suíça. Para garantir um ambiente mais construtivo para esses esforços conjuntos, eles concordaram em evitar mudanças nessas questões que podem afetar negativamente o comércio bilateral.
Em junho de 2018, o governo Trump citou motivos de segurança nacional dos EUA como base para suas tarifas de metais, medidas pelas quais siderúrgicas como as duas das maiores produtoras de aço do mundo, a alemã Thyssenkrupp e a austríaca Voestalpine disseram ter sido afetada, ambas, inclusive, com subsidiárias no Brasil.
Por outro lado, o Ministério das Finanças da China também anunciou hoje que estenderia até 25 de dezembro as isenções tarifárias para 79 produtos importados dos EUA, que iriam expirar amanhã (18). Os produtos incluem minério de terras raras, minério de ouro e minério de prata e concentrado. Os produtos originalmente receberam isenções de tarifas retaliatórias que a China impôs aos produtos dos EUA como contramedidas às ações da Seção 301 dos EUA, além disso, Pequim já havia concedido isenções durante rodadas de tarifas entre UE e EUA.
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