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COVID-19

Índia enfrenta pior dia da pandemia e Europa promete acelerar a vacinação

Por: AFP

Publicado em: 21/04/2021 11:34

 (Foto: NARINDER NANU / AFP)
Foto: NARINDER NANU / AFP
A Covid-19 prosseguiu com o avanço nesta quarta-feira (21) na Índia, com o recorde de mais de 2.000 mortos em 24 horas, apesar das restrições impostas em Nova Délhi, enquanto a União Europeia (UE) promete acelerar a vacinação com a aprovação do imunizante da Johnson & Johnson.

A Índia, país de  1,300 bilhão de habitantes, registrou ainda 295.000 casos diários pela primeira vez, em uma das ondas mais graves do coronavírus, que matou mais de três milhões de pessoas no mundo e infectou mais de 142 milhões.

"A situação estava sob controle há algumas semanas e a segunda onda chegou como um furacão", disse o primeiro-ministro, Narendra Modi.

O país enfrenta problemas de escassez de vacinas e proibiu as exportações de doses do fármaco da AstraZeneca produzidas localmente, enquanto os hospitais enfrentam um cenário cada vez mais grave.

"Tenho medo por meus pais e parentes, mais do que por mim, porque não são jovens e ser internado em um hospital agora é quase impossível", declarou um morador da capital Nova Délhi à AFP.

Em outros países, os governos temem aumentos similares de casos, pois as campanhas de vacinação avançam de maneira lenta. Apesar das dificuldades, a União Europeia prometeu que terá doses suficientes para imunizar 70% da população adulta até meados de julho. 

Até o momento, pouco mais de 20% dos adultos receberam ao menos uma dose da vacina na UE, segundo o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle das Doenças.

- Mais poder para Merkel -
Na terça-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizou o uso da vacina anticovid de apenas uma dose da Johnson & Johnson, ao destacar que os casos de coágulos sanguíneos devem ser incluídos na lista de efeitos colaterais "muito raros" do imunizante, cujos benefícios continuam sendo maiores que os riscos.

Nos Estados Unidos, país mais afetado do mundo, com mais de 568.000 mortes e 31,8 milhões de casos, as autoridades de saúde recomendaram na semana passada uma pausa no uso deste fármaco, mas a J&J deve receber uma nova autorização, talvez acompanhada de "restrições", segundo o assessor médico da Casa Branca, Anthony Fauci.

Diante dos atrasos na vacinação, os governos tentam adotar outras medidas para frear a pandemia, incluindo restrições e toques de recolher.

Nesta quarta-feira, os deputados alemães votarão uma lei para reforçar os poderes da chanceler Angela Merkel nos setores de saúde e educação, para os quais as regiões têm competências. O texto é polêmico devido ao apego do país ao sistema federal e inclui medidas controversas, como toques de recolher noturnos para frear a pandemia.

A Covid-19 matou mais de 80.000 pessoas no país. 

Na Espanha, muitos pacientes tentam se recuperar das sequelas do vírus, sobretudo motores e respiratórias, nos hospitais, com o auxílio de fisioterapeutas.

"Não caminho sozinha. De fato, não sabia se conseguiria levantar", disse à AFP Carolina Gallardo, de 51 anos, no hospital Isabel Zendal de Madri.

Em outros países europeus, como Holanda, Dinamarca e Itália, foram anunciadas flexibilizações das restrições nos próximos dias, com o fim de toques de recolher e a reabertura de áreas a céu aberto de cafés e restaurantes. 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou esperar que seu país alcance a imunidade colectiva contra a Covid-19 no outono (hemisfério norte, primavera no Brasil).

- Impulso da vacinação na América Latina -
Na América Latina, a pandemia não dá trégua e seus governantes, ao lado das autoridades da Península Ibérica, querem estabelecer uma frente comum para conseguir mais vacinas e financiamento para a recuperação pós-pandemia durante uma Cúpula Ibero-Americana semipresencial nesta quarta-feira em Andorra.

A região é a segunda mais afetada do mundo em mortos e contágios, atrás apenas da Europa, e os governos tentam estimular as campanhas de vacinação.

A Colômbia autorizou o setor privado a comprar e distribuir vacinas anticovid sob condições. O Panamá permitirá que mulheres com mais de 50 anos e homens com mais de 30 anos tomem a vacina da AstraZeneca. 

Na Argentina, país muito afetado pela segunda onda da Covid-19, com 29.145 novos casos em 24 horas, a justiça federal ordenou o fechamento das escolas de Buenos Aires, mas o prefeito da capital, Horacio Rodríguez Larreta, opositor do governo nacional, anunciou a continuidade das aulas presenciais.

Na terça-feira, o país anunciou que será o primeiro da América Latina a produzir a vacina russa Sputnik V.
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