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PANDEMIA

FMI reitera receita contra a crise e recomenda impostos aos mais ricos

Por: AFP

Publicado em: 07/04/2021 14:26

 (Foto: Reprodução/Pixabay )
Foto: Reprodução/Pixabay
As empresas mais ricas que se beneficiaram durante a pandemia poderiam pagar mais impostos temporariamente para financiar a recuperação, defendeu nesta quarta-feira (7) o FMI, em sua campanha para pressionar os governos a unificar o nível de impostos da renda corporativa.

Este novo pronunciamento a favor de uma reforma fiscal ocorre justo quando os ministros das Finanças do G20 estão reunidos e têm na agenda a discussão de um acordo para estabelecer um imposto mínimo global à renda empresarial.

Este imposto equilibraria a erosão dos cofres do governo devido ao uso de paraísos fiscais por parte das empresas.

"O FMI defende um imposto mínimo global à renda empresarial como uma forma de frear a corrida dos impostos para as sociedades", afirmou Vitor Gaspar, diretor do Departamento de Finanças Públicas do FMI.

Gaspar disse que essas reformas são "importantes para garantir que os governos tenham os recursos que precisam para as variadas prioridades de despesas que devem atender". 

O funcionário do FMI falou com a imprensa depois de apresentar o relatório "Monitor Fiscal" sobre o estado das finanças públicas, divulgado em meio às reuniões semestrais do FMI e do Banco Mundial, que acontecem esta semana virtualmente.

O Fundo também reiterou sua sugestão de que os países recorram aos impostos para os mais ricos - embora temporariamente - para financiar programas. 

"Para ajudar a satisfazer as necessidades de financiamento, os responsáveis das políticas públicas poderiam considerar contribuições temporárias para  a Covid-19, aplicadas às rendas mais altas ou à riqueza", disse a organização no relatório.

Paolo Mauro, vice-diretor do Departamento de Finanças Públicas, destacou esta ideia como uma "contribuição para a recuperação" ou uma sobrecarga à renda das pessoas ou de empresas, "já que algumas empresas registraram resultados muito bons" durante a pandemia.

Os preços das ações de muitas empresas subiram em todo o mundo durante a crise sanitária, acelerando os lucros nas últimas semanas, nas quais vários recordes foram quebrados nas bolsas devido a uma recuperação da economia.

O governo de Joe Biden anunciou na semana passada um plano para aumentar o imposto da renda empresarial para financiar seu grande plano de infraestruturas com o objetivo de criar emprego, com um custo de 2 trilhões de dólares. 

A secretária do Tesouro de Estados Unidos Janet Yellen afirmou que impulsionará no G20 a adoção de um imposto mínimo global à renda empresarial, uma proposta que conta com o apoio de vários países desenvolvidos. 

Investimento em vacinas "pago por si só" 
Esses recursos podem ser usados para impulsionar as economias de cada país e especificamente para acelerar as campanhas de vacinação para acabar com a pandemia, o que geraria mais receita e impulsionaria o crescimento. 

"A vacinação será paga por si só, fornecendo um excelente valor ao dinheiro investido na produção global de vacinas e sua distribuição", disse o FMI em seu relatório.

Os economistas calculam que se a pandemia for controlada antes do esperado - o que implica a maioria dos países ter um acesso amplo à vacina até o início de 2022 - isso vai gerar um "crescimento econômico mais forte" e mais de um trilhão de dólares em receitas fiscais para as economias avançadas até 2025.

Nesta semana o FMI melhorou suas perspectivas para a economia global, ao projetar um crescimento de 6% para este ano, após a contração de 3,3% em 2020, que marcou a pior queda do PIB em tempos de paz em um século. 

Para a América Latina, o Fundo prevê um crescimento de 4,6%, mas alertou que a expansão a longo prazo depende da evolução da pandemia. 

O FMI destacou também as respostas rápidas implementadas pelos governos para tentar conter o prejuízo à economia, que somam cerca de 16 trilhões de dólares. 

No entanto, alertou que acabar com a crise de saúde ainda é crucial para que a recuperação seja sólida e afirmou que a distribuição de vacinas para os países pobres foi "muito injusta". 
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