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AGLOMERAÇÃO

Procissão religiosa gera aglomeração em Caracas em meio à segunda onda de Covid

Por: AFP

Publicado em: 31/03/2021 16:32

A polícia dispersou um grupo que se reuniu desde cedo na Basílica e ao longo da procissão precisou afastar as pessoas do "papamóvel" ( PEDRO RANCES MATTEY/AFP
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A polícia dispersou um grupo que se reuniu desde cedo na Basílica e ao longo da procissão precisou afastar as pessoas do "papamóvel" ( PEDRO RANCES MATTEY/AFP )
Centenas de fiéis se reuniram nesta quarta-feira (31) nas ruas de Caracas para contemplar a passagem da imagem do Nazareno de San Pablo, apesar dos apelos da Igreja Católica e das autoridades para não se aglomerarem em meio a uma preocupante segunda onda de Covid-19 na Venezuela.
 
Pelo segundo ano consecutivo, a tradicional aglomeração foi proibida em frente à Basílica de Santa Teresa, no centro de Caracas, que esperava a saída da imagem para depois acompanhá-la em seu percurso por toda a cidade.

Os organizadores preferiram que o trajeto fosse feito a bordo do "papamóvel", o veículo usado por João Paulo II em sua visita em 1996, e pediram aos paroquianos que contemplassem a procissão em suas casas. No entanto, muitos fiéis não acataram ao pedido.

A polícia dispersou um grupo que se reuniu desde cedo na Basílica e ao longo da procissão precisou afastar as pessoas do "papamóvel", que se aproximavam para fazer reverências e colocar suas mãos no vidro. Um homem inclusive colocou o rosto sobre o veículo, observou a AFP.

"Eu não deveria estar aqui, saí para comprar comida e soube que o Nazareno estava indo, por isso parei", disse Marbella Hernández, uma advogada aposentada de 70 anos, ciente do risco de se expor.

A Venezuela enfrenta uma segunda onda da Covid-19, que as autoridades descrevem como "mais virulenta" e vinculam à presença das variantes brasileiras no país. Na segunda-feira, a Venezuela registrou um recorde de casos diários, com 1.288.

O número de contágios alcançou os 159.149 na terça-feira, com mais de 1.500 mortes, embora esses dados sejam questionados pela oposição e por ONGs que consideram que estão altamente subestimados.

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