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PANDEMIA

França amplia restrições perante situação 'crítica' nos hospitais

Por: AFP

Publicado em: 25/03/2021 16:25 | Atualizado em: 25/03/2021 17:20

 (Foto: Christophe Archambault/AFP)
Foto: Christophe Archambault/AFP
Diante de uma terceira onda da covid-19, na qual  hospitais estão em situação "crítica", a França anunciou nesta quinta-feira (25) que vai estender o confinamento parcial que já está em vigor em parte do país, incluindo a capital, a três outros departamentos. 

As atividades consideradas não essenciais nos departamentos de Ródano (sudeste), Aube (leste) e Nievre (sudoeste) terão que fechar suas portas e seus moradores não poderão viajar para mais de 10 quilômetros de suas casas, ou viajar para outro regiões, a partir deste sábado. 

Essas restrições já se aplicam a 16 departamentos do país - onde vivem cerca de 21 milhões de franceses - há menos de uma semana. 

"Achamos essencial ampliar as medidas de proteção" contra uma "aceleração da epidemia", informou o ministro da Saúde, Olivier Véran, em uma entrevista coletiva. 

Impulsionado pela cepa britânica, considerada mais contagiosa e virulenta, o coronavírus se espalhou fortemente de novo desde o início de março na França, país que ultrapassou 93 mil mortes. 

Na semana passada, mais de 200.000 novos casos foram registrados em 24 horas, um número que não tinha sido visto desde a segunda onda em novembro. Na quarta-feira, 4.651 pacientes com covid-19 foram registrados nas unidades de terapia intensiva. 

"Está tudo cheio", contou à AFP Stéphane Gaudry, especialista em medicina intensiva do hospital Avicenne, em Bobigny (norte da capital). 

Por outro lado, apesar da suspensão das aulas e da multiplicação nos contágios nas salas de aula, o Executivo reiterou que manterá as escolas abertas, embora reforce os protocolos de segurança. 

"O fechamento de escolas é uma solução de último recurso porque tem consequências muito pesadas no desenvolvimento das crianças e na vida cotidiana dos pais", justificou Véran. 

Embora tenha admitido que "a tendência não é boa", o ministro da Saúde justificou mais uma vez a opção de não impor um rígido confinamento nacional e afirmou que as limitações deveriam ser ajustadas de acordo com os territórios. 

Também disse que é "muito cedo" para medir a eficácia das medidas em vigor desde o último fim de semana. "Se a situação piorar, teremos que nos perguntar se devemos ir mais longe", acrescentou.

As novas restrições durarão ao menos quatro semanas, o que as autoridades esperam que seja suficiente para aliviar a pressão sobre os hospitais, enquanto as autoridades tentam acelerar a campanha de vacinação. Menos de 10% dos franceses receberam a primeira dose da vacina para a covid-19.
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