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Ancestral do canguru era capaz de escalar árvores

Por: AFP

Publicado em: 24/03/2021 17:21

 (Foto: Rafael Ramirez Lee/Shutterstock.com)
Foto: Rafael Ramirez Lee/Shutterstock.com
Os fósseis de uma espécie de canguru desaparecida há 50.000 anos revelaram surpreendentes habilidades para saltar em árvores em uma planície australiana, hoje transformada em savana, revela um estudo publicado nesta quarta-feira (24).

Esta descoberta, relatada nesta quarta na Royal Society Open Science, foi feita com uma nova análise de fósseis de pequenos cangurus, encontrados na imensa planície árida de Nullarbor ("nenhuma árvore" em latim), no sudoeste da Austrália.

Os paleontólogos trabalharam em dois esqueletos quase completos de um macho e de uma fêmea, classificados erroneamente como "Wallabia kitcheneri", e voltaram a classificá-los no subgênero novamente denominado "Congruus kitcheneri", uma espécie extinta.

Ao estudar sua morfologia - fortes membros anteriores e posteriores, mãos robustas com garras -, deduziram que o marsupial de 40 quilos estava adaptado a escalar árvores e deslocar-se lentamente nelas.

Uma curiosidade biológica, pois o 'Congruus kitcheneri' não era um canguru arborícola, como o dendrolagus, primo distante dos marsupiais que hoje povoam as florestas da Nova Guiné.

Sessenta espécies viventes de cangurus, wallabies e outros marsupiais da família dos macrópodes evoluíram saltando para terra firme.

"Lembro de ter observado os ossos das mãos e dos pés, com garras grandes e retorcidas e de ter dito ao meu colega: 'talvez não acredite em mim, mas acho que o animal estava pulando nas árvores!+'", disse Natalie Warburton, cientista do centro de pesquisas sobre os ecossistemas da Universidade Murdoch em Perth.

O que levou o animal a desenvolver suas capacidades ainda é um mistério. "Pular nas árvores deveria exigir muita energia e músculos poderosos para subir", disse a pesquisadora à AFP.

Ela acrescentou que "devia ter tido bons recursos alimentícios nas árvores para que isso valesse a pena".

A descoberta, segundo ela, "nos diz também que o hábitat e o meio ambiente na região há 50.000 ou 100.000 anos eram realmente diferentes do que são agora", uma planície com clima quase desértico.
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