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Papa aprova um orçamento com déficit para 2021 em razão da covid

Por: AFP

Publicado em: 19/02/2021 14:42

 (Foto: AFP)
Foto: AFP

O papa Francisco aprovou o orçamento provisório de 2021 para os quase sessenta departamentos da Cúria Romana (governo central), que prevê um déficit líquido de 49,7 milhões de euros devido à pandemia.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (19) pelo Ministério da Economia em nota à imprensa.

É a primeira vez que o orçamento é anunciado oficialmente, com o objetivo de dar mais transparência às finanças do Vaticano.

A Santa Sé aposta em 260 milhões de euros (315 milhões de dólares) de receitas e 310 milhões de euros (375 milhões de dólares) de despesas em 2021, um déficit que será compensado com as suas "reservas" financeiras.

As últimas contas divulgadas pelo Vaticano foram em 2015.

Para este ano, a hierarquia da Igreja Católica decidiu uma série de poupanças, com exceção das despesas pessoais, de 14% (24 milhões de euros - 29 milhões de dólares) face a 2019.

O orçamento de 2021 da Cúria Romana incluirá o chamado "Denário de São Pedro", a arrecadação mundial anual de doações ao papa, bem como as doações destinadas a fins específicos.

De acordo com um alto funcionário do Vaticano, que pôde consultar as contas de 2020 e comentá-las à AFP, o buraco para aquele ano foi "da ordem de 90 milhões de euros (cerca de 110 milhões de dólares)".

A Santa Sé teve que utilizar suas reservas financeiras, que estavam bem supridas para poder sustentar "vários anos" em caso de necessidade.

Com isso, compensou uma queda da ordem de "20 a 25%" em suas receitas em 2020, que provavelmente se repetirá em 2021, segundo a mesma fonte vaticana.

O "Denário de São Pedro" registou um decréscimo de cerca de 25% (tinha arrecadado 53 milhões de euros, cerca de 64 milhões de dólares em 2019). Grandes doações de dioceses ou instituições também registraram quedas semelhantes.

O Vaticano, dono de inúmeros imóveis, especialmente em Roma, decidiu apoiar empresas em dificuldade com uma redução nas rendas comerciais de 2,6 e 2,9 milhões de euros respectivamente (3,1 e 3,5 milhões de dólares).

TAGS: covid | vaticano | papa | finanças |
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