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PANDEMIA

EUA aprovam uso de tratamento da Regeneron contra a Covid-19 após superar os 12 milhões de casos

Por: AFP

Publicado em: 22/11/2020 10:57

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Foto: Sarah Silbiger / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)
Foto: Sarah Silbiger / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Diante do avanço descontrolado da epidemia de Covid-19, que infectou 12 milhões de pessoas em seu território, Estados Unidos autorizou o uso de um tratamento da empresa Regeneron, usado antes pelo presidente Donald Trump.

Estados Unidos é, de longe, o país mais enlutado do mundo pelo coronavírus, com 255.800 mortes. A epidemia está fora de controle e o número de novos casos diários disparou (quase 164.000 apenas no sábado) e já supera os 12 milhões de contágios, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Diante desta situação, a Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou neste sábado a aprovação urgente de um coquetel de anticorpos sintéticos da empresa de biotecnologia Regeneron. Este tratamento foi utilizado em Trump, que o promoveu depois de recuperar-se da Covid-19 em outubro.

De acordo com a FDA, o tratamento com REGEN-COV2, uma combinação de dois anticorpos fabricados em laboratório, reduz as hospitalizações ou visitas à sala de emergências de pacientes com Covid-19 que tenham doenças secundárias ou "comorbidades".

"Autorizar essas terapias com anticorpos monoclonais pode ajudar os pacientes ambulatórios a evitar a internação e aliviar a carga de nosso sistema de saúde", afirmou Stephen Hahn, comissário da FDA.

Terapia promissora
O presidente da Regeneron, Leonard Schleifer, acrescentou que esta decisão representa "um grande passo no combate à Covid-19, já que os pacientes de alto risco nos Estados Unidos terão acesso a uma terapia promissora em uma etapa inicial de sua infecção".

Esses anticorpos imitam o que o sistema imunológico faz depois de contrair a Covid-19 ao bloquear a ponta do vírus que lhe permite aderir e penetrar nas células humanas.

Este tratamento é mais eficaz durante a fase inicial do contágio, quando os anticorpos ainda têm a possibilidade de controlar o invasor, e não durante a segunda fase da Covid-19, quando o perigo já não é o vírus e sim a reação exagerada do sistema imunológico que ataca os pulmões e outros órgãos.
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