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PREFEITURA DE PARIS

Artista russo que vazou vídeo sexual de candidato de Macron é investigado

Por: AFP

Publicado em: 18/02/2020 14:03 | Atualizado em: 18/02/2020 14:11

Benjamin Griveaux, que desistiu da candidatura à prefeitura de Paris.  (Foto: Lionel BONAVENTURE / AFP
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Benjamin Griveaux, que desistiu da candidatura à prefeitura de Paris. (Foto: Lionel BONAVENTURE / AFP )
A Promotoria de Paris abriu nesta terça-feira (18) uma investigação contra o artista russo Piotr Pavlenski pela divulgação de um vídeo sexual que derrubou o candidato do presidente Emmanuel Macron à prefeitura de Paris, Benjamin Griveaux.

A investigação judicial foi aberta por suposta "invasão da privacidade mediante gravação ou transmissão de uma imagem de natureza sexual" e "disseminação sem o consentimento da pessoa de uma gravação de palavras ou imagens de natureza sexual".

A Promotoria solicitou a detenção, sob controle judicial, do artista dissidente russo de 35 anos, refugiado na França desde 2017, que pode ser indiciado nas próximas horas.

Sua companheira, Alexandra de Taddeo, a jovem de 29 anos que recebeu o vídeo íntimo de Griveaux, foi indiciada nesta terça-feira e recebeu ordem de detenção sob controle judicial.

Na França, a disseminação não consensual de imagens privadas é passível de 2 anos de prisão e uma multa de 60.000 euros.

Piotr Pavlenski causou um terremoto político na França ao publicar na semana passada um vídeo sexual de Benjamin Griveaux, candidato do partido presidencial a prefeito de Paris, que o forçou a desistir da disputa a um mês das eleições municipais.

O artista de 35 anos, conhecido por suas performances impactantes - como quando se fixou na calçada da Praça Vermelha com pregos na pele de seus testículos - disse que queria denunciar a "hipocrisia" de Griveaux.

"Benjamin Griveaux começou sua campanha com uma hipocrisia nojenta. Ele usou sua família, apresentando-se como um exemplo para todos os pais e maridos de Paris. Fez propaganda com base nos valores tradicionais da família", explicou Pavlenski à AFP.

Antes de divulgar as imagens, o artista russo recebeu aconselhamento jurídico de Juan Branco, advogado franco-espanhol de 30 anos conhecido por defender Julian Assange, fundador do Wikileaks.

Depois de anunciar à AFP sua decisão de se retirar da disputa pela prefeitura de Paris, Griveaux entrou com uma ação no sábado "contra X" (sem identificar o culpado).

Ajuda externa? 
Este caso deu origem a muitas perguntas na França. Muitos questionam se o ativista russo foi manipulado ou se, por trás desse vazamento, houve uma vontade de desestabilizar o presidente Emmanuel Macron. 

A porta-voz do governo francês, Sibeth Ndiaye, disse na segunda-feira que o artista russo "provavelmente recebeu ajuda" de uma terceira pessoa.

"Ele não pode ser o único envolvido", concordou Richard Malka, advogado de Griveaux.

No entanto, Ndiaye esclareceu que no momento "é muito cedo para dizer" se houve uma manipulação política.

Pavlenski também é alvo de uma investigação por "violência armada" na noite de 31 de dezembro. 

O artista russo, que costurou a boca para protestar contra a prisão do grupo Pussy Riot, ficou em silêncio durante seu interrogatório, disse uma fonte próxima ao caso à AFP.

Já Alexandra de Taddeo confirmou que foi a receptora do vídeo íntimo de Griveaux, mas negou estar envolvida em sua divulgação.

Segundo outra fonte, a jovem teria em seu poder outros vídeos que incriminariam o ex-porta-voz do governo, de 42 anos, casado e com três filhos.

Não é a primeira vez que Piotr Pavlenski tem problemas com a justiça francesa. Em 2017, ele foi preso depois de tentar queimar a fachada do Banco da França para denunciar o "sistema bancário" e os "banqueiros monarcas".
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