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Vídeo mostra Wuhan, epicentro do coronavírus na China, deserta

Publicado em: 29/01/2020 08:14 | Atualizado em: 29/01/2020 08:14

 (Foto: AFP)
Foto: AFP
O epicentro do coronavírus, a cidade de Wuhan, na China, está completamente deserta depois do surto do vírus e do isolamento da cidade. Um vídeo mostra a grandiosa cidade sem pessoas andando na ruas e nem carros. A quarentena instalada, que começou a vigorar na quarta-feira (23) pelo governo, afeta voos, trens, ônibus e metrô. As rodovias também foram fechadas.

É em Wuhan que foram registrados os primeiros pacientes contaminados com a nova doença. O primeiro caso ocorreu em 31 de dezembro de 2019. Ao todo, o coronavírus já matou ao menos 106 pessoas e o número de contaminados passa de 4 mil. Cerca da metade dos registros foram na província de Hubei. Além disso, são 7 mil casos suspeitos, um deles em Minas Gerais. A origem do surto é apontada como um mercado de frutos do mar em Wuhan.

Wuhan é a capital e maior cidade da província de Hubei, que fica na China central. Ao todo, o país é dividido em 22 províncias. A metrópole tem mais de 11 milhões de habitantes, uma população maior do que a de Londres e quase do mesmo tanto de São Paulo, divididos em um território quase do tamanho do Mato Grosso.

O isolamento da cidade foi tomado como medida para evitar a propagação do vírus. Pelo menos 15 países já registraram casos da doença. Porém, mais de 5 milhões de pessoas teriam deixado a cidade antes disso ocorrer. O medo do país é o fantasma da Sars, doença respiratória que também teve seu início na China e se tornou uma epidemia mundial, em 2002. Foram registradas cerca de 800 mortes.

De acordo com o jornal chinês China Daily, o governo está fornecendo os suprimentos de máscaras, alimentos e outras necessidades diárias a Wuhan. O jornal informou que há estoques suficientes de alimentos e que supermercados, farmácias e postos de gasolina são obrigados a permanecer abertos enquanto os restaurantes são incentivados a fornecer comida para as famílias.

Nesta segunda-feira (27/1), o prefeito de Wuhun, Zhou Xianwang, disse em entrevista à televisão estatal que era responsável, em parte, pela propagação do vírus. Isso, porque, de acordo com ele, a resposta ao surto poderia ter sido melhor. O prefeito chegou a falar em renúncia.
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