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China

Foto premiada registra momento único entre raposa e marmota nas montanhas do Tibet

Por: FolhaPress

Publicado em: 16/10/2019 10:05

Divulgação/Yongqing Bao
Um momento único em que uma raposa tibetana entra em conflito com uma marmota do Himalaia foi capturado pelo fotógrafo Yongqing Bao, nas montanhas Qilian, na China.

A imagem ganhou o Wildlife Photographer of the Year (WPY), uma das principais premiações de fotografias de vida selvagem do mundo. A foto foi escolhida entre 48 mil imagens inscritas, vindas de cem países diferentes, informou o site de Museu de História Natural de Londres, que promove a WPY, nesta terça-feira (15). 

"Fotograficamente, é simplesmente o momento perfeito", diz Roz Kidman Cox, um dos juízes da premiação. "Imagens feitas naquela região já são suficientemente raras, mas ter capturado essa poderosa interação entre a raposa e a marmota foi extraordinário", completou Cox, explicando que são duas espécies importantes para o ecossistema da região.

As raposas tibetanas são encontradas no planalto tibetano e pelo Ladaque, que se estendem pelo Nepal, China, Índia e Butão. Embora elas não sejam tão raras, as raposas são difíceis de encontrar por viverem em até 5.300 metros de altitude. 

O fotógrafo Yongqing Bao é nascido e criado na região e é totalmente fascinado pela vida selvagem local. Ele é diretor e chefe de fotografia ambiental da Qilian Mountain Nature Conservation Association of China. 

"Após anos de fotografia, percebi que há ainda muito o que se fazer em termos de conservação do meio ambiente. Como fotógrafo, eu acredito que e minha responsabilidade fazer com que as pessoas saibam que os animais selvagens são amigos indispensáveis dos seres humanos".

Além de Yongqing Bao, Cruz Erdmann também foi premiado no concurso, só que entre os jovens.  Durante um merguho noturno, o fotógrafo registrou as cores de uma lula de recife na Indonésia. Ela foi batizada de "Brilho Noturno"
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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