Canal de tevê francês capta Macron, Piñera e Merkel criticando Bolsonaro

Por: Deborah Fortuna - Correio Braziliense

Publicado em: 09/09/2019 16:32 Atualizado em: 09/09/2019 17:01

Reprodução/ CNN
Reprodução/ CNN
Um canal de televisão francês captou o momento em que o presidente da França, Emmanuel Macron, critica o presidente Jair Bolsonaro para Sebastián Piñera, presidente do Chile, e Angela Merkel, chanceler alemã. O vídeo foi publicado de forma exclusiva pela CNews e mostra os bastidores das negociações do G7, entre 24 a 26 de agosto em Biarritz, na França. É possível ver o diálogo a partir de 16 minutos e 8 segundos. 

No vídeo, Piñera conversa com Macrón sobre a ofensa que Bolsonaro dirigiu à primeira-dama francesa, Brigitte Macron. Piñera diz que o pronunciamento de Macron sobre o assunto foi "inacreditável". À época, o presidente da França disse que ficava "triste por ele [Bolsonaro] e pelos brasileiros", e que torcia para que o Brasil tivesse um "presidente que se comporte à altura" do cargo. 

 
"Eu tinha que reagir, entende?", diz Macron a Piñera, no vídeo. "Eu queria ser pacífico, queria ser correto, construtivo com ele e respeitar sua soberania, tudo bem. Mas eu não posso aceitar isso", prossegue. Angela Merkel, então, se pronuncia, dizendo "não (podia aceitar)", concordando com Macron.  

 
"Você sabe o que ele [Bolsonaro] fez quando meu ministro de relações exteriores foi para lá [Brasil]? Ele o deveria receber e cancelou no último minuto, para ir cortar o cabelo. E se filmou", acrescenta o presidente francês. "Me desculpa, mas isso não é a atitude de um presidente", conclui.  




 
Encontro cancelado 
Em julho, Bolsonaro cancelou um encontro com o ministro francês Jean-Yves Le Drian, foi cortar o cabelo e publicou um vídeo no Facebook na hora em que estava agendada a reunião. Na transmissão ao vivo, buscou explicar o que sabia sobre a morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. 

Depois do episódio, Le Drian ironizou a ação do presidente, que chamou de "urgência capilar". "Todo mundo conhece as restrições próprias das agendas dos chefes de Estado. Ao que parece, houve uma emergência capilar. Essa é uma preocupação estranha para mim", declarou o ministro em entrevista ao Journal du Dimanche. 



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