Jason Greenblatt Assessor de Trump para plano de paz no Oriente Médio pede demissão

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 05/09/2019 16:50 Atualizado em:

Foto: Arquivo / AFP
Foto: Arquivo / AFP
Jason Greenblatt, arquiteto-chave do plano de paz entre israelenses e palestinos elaborado pelo governo Trump, anunciou sua renúncia ao posto nesta quinta-feira (5).

Trabalhando desde 2017 lado a lado com o genro e assessor de Trump, Jared Kushner, em um projeto para resolver o conflito no Oriente Médio, Greenblatt afirmou, em uma nota, que estar na Casa Branca foi "a honra" de sua vida.

"Estou realmente agradecido por ter trabalhado para tentar melhorar a vida de milhões de israelenses, palestinos e outros", tuitou.

Um alto funcionário do governo disse que Greenblatt queria passar mais tempo com sua família, que deixou o governo em bons termos e "mantém a confiança do presidente".

Antes ter sido escolhido por Trump no final de 2016, Greenblatt foi seu assessor legal na Organização Trump durante duas décadas.

"Jason foi um grande e leal amigo e um advogado fantástico", disse Trump no Twitter, ao anunciar que Greenblatt passaria para o setor privado. Ele também agradeceu "por sua dedicação a Israel e à busca da paz entre israelenses e palestinos".

A partida de Greenblatt agrega mais um ponto de interrogação sobre o polêmico plano, descrito por Trump como o "acordo do século". O presidente ainda não revelou detalhes, porém, deste plano rejeitado pelos palestinos.

Há uma semana, Greenblatt disse que o projeto será divulgado apenas depois das eleições legislativas em Israel programadas para 17 de setembro. Nelas, decide-se a permanência (ou não) no poder do premiê Benjamin Netanyahu, um aliado de Trump.

Depois de saber da saída de Greenblatt, Netanyahu lhe agradeceu "por seu dedicado trabalho pela segurança e pela paz e por nunca hesitar em dizer a verdade sobre o Estado de Israel a seus críticos".

Já Hanan Ashrawi, membro do alto escalão da administração palestina, disse que Greenblatt "nunca perdeu a oportunidade de atacar os palestinos".

"Ninguém o viu, de modo algum, como imparcial, ou neutro. Estava totalmente comprometido, não com a paz, mas com a justificativa de todas as violações israelenses", declarou à AFP.


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