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Antibullying

Após sofrer bullying, menino tem sua versão de camiseta adotada por universidade nos EUA

Publicado em: 10/09/2019 08:24

Reprodução/Facebook/Laura Snyder
Fã da Universidade do Tennessee (UT), um aluno do ensino fundamental de uma escola na Flórida criou sozinho sua própria versão do uniforme laranja da universidade.improvisada trazia um papel preso por alfinetes e com as iniciais escritas à caneta.

A camiseta o transformou inicialmente em vítima de bullying, mas também gerou uma campanha de solidariedade que chegou à própria Universidade.

A situação comoveu uma das professoras do garoto, Laura Snyder, que decidiu comprar uma camiseta oficial da U.T para ele. Mas, antes, ela usou o seu perfil no Facebook para perguntar se algum dos seus amigos tinha conhecidos na Universidade do Tennesseee.

A publicação teve uma repercussão maior do que o imaginado e o posto chegou aos representantes da U.T., que enviaram uma caixa de presentes oficiais para o aluno e seus colegas de turma. 

Reprodução/Facebook/Laura Snyder


Ainda, inspirada no desenho do menino, uma nova camiseta foi pensada e vendida no site da universidade. Com o “logo” que a criança desenhou, o valor arrecadado (parte dele) revertido para uma iniciativa antibullying.

A ideia foi um sucesso imediato. O site da loja da uiversidade saiu do ar, sobrecarregado com o grande número de pessoas que queriam comprar a peça.

A professora Snyder, que fortaleceu todo o movimento e deu gás à ideias desde o início, contou que o menino mal podia conter a alegria ao vestir sua camiseta e seu boné e distribuir aos amigos copos, toalhas e outros brindes que recebeu.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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