Letreiro "I AMazonia": um ato de protesto à preservação da floresta amazônica

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 20/08/2019 19:42 Atualizado em:

Foto: Marten van Dijl/Greenpeace (Foto: Marten van Dijl/Greenpeace)
Foto: Marten van Dijl/Greenpeace
O famoso letreiro “I AMsterdam”, localizado em frente ao Museu Nacional de História e Arte dos Países Baixos, na capital holandesa, foi replicado, no fim de julho, como instrumento de protesto da ONG Greenpeace. Em um ato de preservação da Floresta Amazônica, a mensagem da placa foi alterada para "I AMazonia" e chamou a atenção de turistas e moradores da cidade. 

Em 2018, o ícone turístico, de 22m de altura, foi retirado da frente do museu Rijksmuseum, por gerar grande concentração de pessoas no local.  

Para o Greenpeace, o atual governo Bolsonaro é um dos grandes responsáveis pelo desmatamento da floresta. Ações ambientadas pelo atual presidente, como a liberação de áreas de conservação ambiental e o ataque às atividades realizadas pelo Ibama, trazem consequências diretas para o ecossistema.

Recentemente, a ONG lançou a petição Salve a Amazônia, que tem como objetivo proteger a Floresta Amazônica da extração de petróleo, mineração, extração ilegal de madeira e do aumento da agricultura industrial e pecuária. A reivindicação faz parte do projeto All eyes on the Amazon, em conjunto com organizações que trabalham com direitos humanos e indígenas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia é o bioma mais afetado por queimadas, com 51,9% dos casos, o que agrava a situação de degradação do território de proteção ambiental. Além disso, o número de queimadas na região aumentou 70% este ano (até 18), em comparação a mesma data, em 2018.  

O estado do Amazonas declarou, na sexta-feira (16), situação de alerta ambiental. Segundo o Sistema Deter, que dá suporte à fiscalização e controle de desmatamento e degradação florestal, do Inpe, o desmatamento da região cresceu 278% em julho, em relação ao mesmo mês, no ano passado.


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