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Após revés nas primárias argentinas, Macri anuncia pacote de medidas econômicas

Publicado em: 14/08/2019 10:32 | Atualizado em: 14/08/2019 11:41

Juan Mabromata/AFP
Após derrota sofrida nas primárias eleitorais no domingo, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta quarta-feira (14) uma série de medidas econômicas. As mudanças são destinadas aos trabalhadores e às pequenas e medias empresas.

Macri, que buscará a reeleição, anunciou que haverá aumentos específicos para funcionários, redução de impostos para os trabalhadores e que o preço da gasolina será congelado por 90 dias.

"As medidas que tomei e que vou compartilhar agora são porque escutei o que quiseram dizer no domingo. São medidas que vão trazer alívio a 17 milhões de trabalhadores e suas famílias. E a todas as pequenas e médias empresas, que sei que estão passando por um momento de muita incerteza", afirmou Macri em pronunciamento.

Ainda segundo Macri, quanto ao congelamento do preço do combustível, a ação consiste na tentativa de que "não seja afetado pela desvalorização". A medida deve manter o preço do combustível estável até depois das eleições presidenciais do país, marcada para 27 de outubro.

O resultado
Com relação aos números finais das prévias, Alberto Fernández teve 47,66% dos votos, e Macri 32,08%.

Dois dias após o revés nas urnas, o atual presidente comentou a respeito do desfecho.

"Sobre o resultado da votação, quero que saibam que eu os entendi. Saibam que respeito profundamente os argentinos que votaram em outras alternativas", afirmou. "É pura e exclusivamente responsabilidade minha". 

Panorama político-econômico no país
As tensões econômicas têm fundo político. Na leitura do mercado, a derrota do presidente Macri coloca em risco a agenda de reformas da Argentina

Após dias de forte desvalorização da moeda argentina frente ao dólar, na segunda-feira, o peso caiu 15,27% – e na terça, mais 4,29%, encerrando a 55,9 pesos por dólar.

O banco central do país vendeu um total de US$ 255 milhões de suas reservas desde segunda-feira, num esforço para ajudar a estabilizar a moeda.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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