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Em pesquisa hipotética, Megan Rapinoe fica à frente de Trump na corrida presidencial

Publicado em: 12/07/2019 13:10 | Atualizado em: 12/07/2019 13:23

Foto: Bruce Bennett/AFP
Considerada a cara  e a voz  da última Copa do Mundo Feminina, Megan Rapinoe retornou aos Estados Unidos em evidência. O desafeto com Donald Trump ganhou um componente a mais. Em pesquisa pelo "Public Policy Polling", a capitã americana está à frente do atual chefe do executivo norte-americano nas pesquisas para a corrida presidencial de 2020. 

De acordo com o levantamento, em um hipotético cenário, a jogadora teria 42% das intenções de votos, contra 41% de Trump. Além disso, os eleitores que se disseram indecisos votaram em Hillary Clinton na última eleição, deixando uma margem maior de crescimento para a campeã mundial.

Em entrevista antes da Copa do Mundo Feminina, a capitã americana afirmou que não iria à Casa Branca caso os Estados Unidos vencessem o Mundial. Destacando, ainda, que convenceria suas companheiras de time a fazerem o mesmo. Em resposta, o presidente retomou o embate: "vençam primeiro, depois pensem em visitar a Casa Branca".

Apesar das negativas, Trump seguiu o protocolo e convidou o time para recebê-las na residência presidencial, as jogadoras, no entanto, preferiram celebrar o título em uma parada nas ruas de Nova York. Durante o discurso, Megan Rapinoe comentou sobre a pesquisa e ironizou a situação. "Não há outro lugar onde eu queria estar, nem mesmo na corrida presidencial. Estou ocupada, desculpas", disse.

Rapinoe descreve a si mesma como um 'protesto ambulante'. Além da liderança dentro da seleção americana, a jogadora é ativista pela causa LGBT e pelas mulheres, pautas diretamente ligadas à plataforma na qual trabalha: a do futebol feminino. A capitã ainda encabeça um processo judicial da seleção americana contra a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) pleiteando direitos e condições iguais entre as jogadoras e jogadores que representam o país dentro de campo.
TAGS: trump | rapinoe | eua | eleitoral | megan |
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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