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Considerada a rainha do jeans, herdeira Gloria Vanderbilt morre aos 95 anos

Publicado em: 17/06/2019 18:39

Foto: Stepehn Chernin/AFP (Foto: Stepehn Chernin/AFP)
Foto: Stepehn Chernin/AFP (Foto: Stepehn Chernin/AFP)
A artista, autora, atriz, estilista, herdeira e socialite norte-americana, Gloria Vanderbilt, morreu nesta segunda-feira (16) aos 95 anos. Vanderbilt era a trineta do financista Cornelius Vanderbilt e a mãe do jornalista da CNN, Anderson Cooper, que anunciou sua morte por meio de um obituário em primeira pessoa e que foi ao ar na emissora nesta manhã.

A intrépida herdeira, artista e romântica começou sua extraordinária vida como "pobre menina rica" da Grande Depressão sobreviveu à tragédia familiar e aos casamentos múltiplos e reinou durante os anos 1970 e 1980 como pioneira jeans,

"Gloria Vanderbilt era uma mulher extraordinária, que amava a vida e vivia em seus próprios termos", disse Cooper em um comunicado. "Ela era uma pintora, escritora e designer, mas também uma notável mãe, esposa e amiga. Ela tinha 95 anos, mas pergunte a alguém próximo a ela, e eles dirão a você, que ela era a pessoa mais jovem que conheciam, a mais simpática e a mais moderna".

Sua vida foi narrada em manchetes dos jornais, de sua conturbada infância até seus quatro casamentos e três divórcios. Quando pequena, foi alvo de uma batalha judicial por sua custódia e herança entre sua mãe e uma tia paterna, que terminou por criá-la por alguns anos. Gloria se casou pela primeira vez aos 17 anos, fazendo com que sua tia a deserdasse. Seus maridos incluíram Leopold Stokowski, o célebre maestro, e Sidney Lumet, o premiado diretor de cinema e televisão. E em 1988, ela testemunhou o suicídio de um dos seus quatro filhos.

Homenagens online vieram de celebridades e fãs. A atriz e produtora americana Alyssa Milano a chamou de "uma mulher incrível" e uma usuária do Twitter lamentou morte ao lembrar do jeans Vanderbilt que ela usava no colegial escola.

Cooper disse que Vanderbilt morreu em casa, com amigos e familiares ao seu lado. Ela sofria de câncer de estômago em estágio avançado.

Multifacetada

A herdeira era designer de tecidos e se tornou uma das primeiras entusiastas do jeans. A Vanderbilt, de cabelos negros, alta e ultrafina, se associou a Mohan Murjani, que lançou uma campanha publicitária de US$ 1 milhão em 1978, e transformou a marca Gloria Vanderbilt em uma sensação. Em seu auge, em 1980, gerou mais de US$ 200 milhões em vendas. E décadas depois, os jeans continuam sendo o ponto básico do guarda-roupa de uma mulher.

Ela também era uma talentosa pintora e atuou no palco em "The Time of Your Life", na Broadway em 1955, e na televisão em "Playhouse 90", "Studio One", "Kraft Theater" e "US Steel Hour".

Vanderbilt escreveu vários livros, incluindo a crônica de sua vida amorosa em 2004, onde cita nomes como Errol Flynn, com quem namorou na adolescência, Frank Sinatra, por quem deixou Stokowski, além de Marlon Brando e Howard Hughes. Seu filho Anderson Cooper chegou a comparar o livro de memórias da mãe com a série "Sex and the City".

Ela alegou que seu único casamento feliz foi com o escritor, roteirista e ator Wyatt Cooper, que terminou com sua morte em 1978, aos 50 anos.
TAGS: moda | jeans, | vanderbilt, | gloria |
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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