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Dois novos suspeitos líbios identificados no atentado de Lockerbie
Publicado: 15/10/2015 às 16:25
Destroços do avião da Pan Am que caiu sobre a cidade escocesa de Lockerbie. Foto: AFP/Roy Letkey./

Londres (AFP) - A justiça escocesa anunciou nesta quinta-feira a identificação de dois novos suspeitos líbios no atentado de 1988 contra um avião da companhia aérea americana PanAm, no momento em que sobrevoava Lockerbie, Escócia, no qual morreram 270 pessoas.
"Existem fundamentos que autorizam os investigadores escoceses e americanos a considerar dois líbios como suspeitos na investigação contínua do atentado", disse um porta-voz da promotoria.
Ele também anunciou que as autoridades escocesas e americanas solicitaram ajuda à Líbia para "interrogar os dois suspeitos" de cometer o atentado com a única pessoa que foi julgada, Abdelbaset Ali Mohmed Al Megrahi, já falecido.
Contatado pela AFP, o gabinete do procurador-geral da Líbia se recusou a fazer comentários sobre o caso.
Cabe lembrar que embora as autoridades líbias que substituíram Muammar Kadhafi tenham mostrado o compromisso de colaborar para esclarecer o atentado, o governo atual não é reconhecido pela comunidade internacional e a capital é governada por uma coalizão de milícias.
Embora os nomes dos dois novos suspeitos não tenham sido revelados, um documentário recente do americano Ken Dornstein, irmão de uma das vítimas, acusou Abu Agila Mas'ud - um dos principais suspeitos, mas que nunca foi denunciado.
Segundo a emissora escocesa STV, o outro poderia ser Abdullah al Senusi, cunhado de Kadhafi, ex-chefe de inteligência do regime, que está preso em uma penitenciária líbia, condenado à morte.
Em 21 de dezembro de 1988, um Boeing 747 da PanAm que voava entre Londres e Nova York explodiu sobre a cidade de Lockerbie, 38 minutos depois da decolagem.
Os 259 passageiros - em sua grande maioria americanos - e membros da tripulação morreram, assim como 11 moradores da cidade escocesa.
Em 2003, o regime de Muamar Khadafi admitiu oficialmente a responsabilidade no atentado e pagou 2,7 bilhões de dólares como indenização às famílias das vítimas.
A única pessoa condenada, Abdelbaset Megrahi, faleceu em maio de 2012 na Líbia, depois de ter sido liberado três anos antes pela Escócia por motivos de saúde.
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