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Jihadistas não são "lobos solitários", segundo especialistas
Publicado: 18/01/2015 às 15:04
Os atentados em Paris e o desmantelamento de células na Bélgica colocaram em evidência que os jihadistas não são "lobos solitários", mas que têm contatos com organizações extremistas, segundo os especialistas.
É o caso dos irmãos Kouachi, que cometeram o atentado contra a revista Charlie Hebdo, ou de Amedy Coulibaly, que assassinou uma policial e matou quatro pessoas em uma tomada de reféns em Paris.
Todos eles tinham um contato mais ou menos direto com organizações jihadistas, segundo os especialistas.
"O desmantelamento de grupos na França e na Bélgica demonstra novamente que é falso o mito do 'lobo solitário'", ou seja, o de pessoas que agem por conta própria, segundo Jean-Pierre Filiu, professor no instituto de ciência política de Paris.
"Esta figura sobre a qual alguns fantasiam foi inventada nos Estados Unidos quando a 'guerra global contra o terror' lançada pela administração Bush em 2001 começou a decair", afirma o especialista.
Segundo Filiu, a ausência de inimigos claros levou vários especialistas a construir a figura do "lobo solitário", um inimigo interno, "para justificar os dispositivos contra as liberdades, como o Patriot Act (uma série de medidas contra o terrorismo), cuja eficácia é muito discutível".
Said e Cherif Kouachi estiveram em contato com a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), considerado o grupo mais perigoso da rede criada por Osama bin Laden. Amedy Coulibaly reivindicou, por sua vez, formar parte do Estado Islâmico (EI).
"Embora pareça que Coulibaly não teve contato direto com o Estado Islâmico, se converteu em seu braço armado", explica Louis Caprioli, ex-funcionário de contraterrorismo dos serviços de inteligência franceses (DST).
"Se inspirou nas ameaças (do EI) contra a França, as converteu em seu combate (...) Esta é a força do discurso jihadista, que leva pessoas a realizar operações suicidas que dois meses antes nem haviam pensado. A manipulação da mente é excepcional", afirma.
É o caso dos irmãos Kouachi, que cometeram o atentado contra a revista Charlie Hebdo, ou de Amedy Coulibaly, que assassinou uma policial e matou quatro pessoas em uma tomada de reféns em Paris.
Todos eles tinham um contato mais ou menos direto com organizações jihadistas, segundo os especialistas.
"O desmantelamento de grupos na França e na Bélgica demonstra novamente que é falso o mito do 'lobo solitário'", ou seja, o de pessoas que agem por conta própria, segundo Jean-Pierre Filiu, professor no instituto de ciência política de Paris.
"Esta figura sobre a qual alguns fantasiam foi inventada nos Estados Unidos quando a 'guerra global contra o terror' lançada pela administração Bush em 2001 começou a decair", afirma o especialista.
Segundo Filiu, a ausência de inimigos claros levou vários especialistas a construir a figura do "lobo solitário", um inimigo interno, "para justificar os dispositivos contra as liberdades, como o Patriot Act (uma série de medidas contra o terrorismo), cuja eficácia é muito discutível".
Said e Cherif Kouachi estiveram em contato com a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), considerado o grupo mais perigoso da rede criada por Osama bin Laden. Amedy Coulibaly reivindicou, por sua vez, formar parte do Estado Islâmico (EI).
"Embora pareça que Coulibaly não teve contato direto com o Estado Islâmico, se converteu em seu braço armado", explica Louis Caprioli, ex-funcionário de contraterrorismo dos serviços de inteligência franceses (DST).
"Se inspirou nas ameaças (do EI) contra a França, as converteu em seu combate (...) Esta é a força do discurso jihadista, que leva pessoas a realizar operações suicidas que dois meses antes nem haviam pensado. A manipulação da mente é excepcional", afirma.
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