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Virginie Viard, braço direito Lagerfeld, assume direção criativa da Chanel

A maison emitiu comunicado sobre a nova função de Viard, que assume o posto deixado por Lagerfeld

Por: AFP

Publicado em: 19/02/2019 11:11 | Atualizado em: 19/02/2019 11:17

Viard, braço direito de Lagerfeld, assumirá a direção criativa da Chanel, segundo comunicado da grife. Foto: Reprodução da internet


Virginie Viard, diretora do estúdio de design de moda da Chanel e braço direito de Karl Lagerfeld, que morreu nesta terça-feira, assumirá a direção criativa da grife, informou a maison em um comunicado. 

"É para Virginie Viard, diretora do estúdio de criação de moda da Chanel e colaboradora mais próxima de Karl Lagerfeld por mais de 30 anos, que Alain Wertheimer (coproprietário da Chanel) confiou o cuidado de garantir a criação de coleções futuras, mantendo o legado de Gabrielle Chanel e Karl Lagerfeld vivo", afirma o comunicado.

Lagerfeld dirigiu três marcas (Chanel, Fendi e sua grife), mas para o público em geral, seu nome permanecerá inseparável do da Chanel.

>> LINHA DO TEMPO: Karl Lagerfeld

- 10 de setembro de 1933: nasce Karl Otto Lagerfeld em Hamburgo, segundo a imprensa alemã, que se apoia em documentos oficiais. Lagerfeld assegurava que não sabia quando nasceu, sempre mencionando 1938 e, mais recentemente, 1935.

- Antes da guerra, sua família se instala na área rural de Bad Bramstedt, ao norte de Hamburgo, onde passou sua infância.

- 1952: chega a Paris com sua mãe.

- 1954: vence o concurso da Sociedade  Internacional da Lã, em Paris, na categoria abrigos, enquanto Yves Saint Laurent vence em vestidos de noite. 

- 1955: vira assistente de Pierre Balmain.

- 1958: vira diretor artístico de Jean Patou.

- 1963: se torna estilista autônomo de Krizia, Charles Jourdan e Chloé.

- 1964-1984: integra a casa Chlóe, onde lança um perfume em 1975.

- 1965: entra para Fendi no setor de prêt-à-porter e peles. Renova seu contrato com o grupo LVMH, que compra a maison.

- 1983: torna-se diretor artístico do conjunto de coleções de alta-costura, prêt-à-porter e acessórios de Chanel.

- 1984: cria sua própria marca, Karl Lagerfeld.

- 1989: falece seu companheiro Jacques de Bascher.

- 1992-1997: volta para Chloé para restabelecer a imagem da marca.

- 1998: abre a Galeria Lagerfeld, em Paris.

- 1999: o estilista, que durante 15 anos não paga impostos na França, é condenado a pagar 13,3 milhões de euros (15,6 milhões de dólares) à Receita francesa.

- 2000: perde 42 kg em 13 meses e publica dois anos depois um livro sobre sua dieta.

-2004: é o primeiro estilista a criar uma coleção para a H&M.

- 2008: participa em um anúncio de segurança nas estradas, no qual usa um colete refletivo: "É amarelo, é feio, não combina com nada, mas pode salvar a vida".

- 2011: relança a marca Karl Lagerfeld, com a criação de duas novas linhas para o grande público, e cria um site consagrado a sua personalidade.

- 2015: expõe na Pinacoteca de Paris uma seleção de fotos realizadas desde 1987.

- Maio de 2016: desfile da Chanel em Cuba.

- 2019: em janeiro,não participa nos desfiles da Chanel em Paris, algo inédito.  Falece em 19 de fevereiro.

TAGS: lagerfeld | chanel | luto | grife |
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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