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Estilo Moda Pernambuco tem data marcada no Agreste do estado

Semana de desfiles ocorre em julho, em Santa Cruz do Capibaribe, e terá participação de Ronaldo Fraga e Alexandre Herchcovitch

Publicado em: 04/06/2018 18:27 | Atualizado em: 04/06/2018 15:24

Evento será promovido no Agreste pernambucano, com desfiles de mais de 40 marcas. Na foto, edição de 2017 do Estilo Moda Pernambuco. Foto: EMP/Divulgação

Programada para os dias 26 a 30 de julho, em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste do estado, a terceira edição do Estilo Moda Pernambuco (EMP) terá como tema Moda e sustentabilidade. “Nosso intuito é debater formas mais limpas de produzir e o futuro do polo enquanto gerador de empregos e renda”, explicou Allan Carneiro, síndico do Moda Center Santa Cruz, maior centro atacadista de confecções do Brasil. Cerca de 40 marcas do polo farão desfiles comerciais durante o evento – como Joggofu, Laluka e Rota do Mar -, além de três desfiles conceituais.

Os estilistas Ronaldo Fraga e Alexandre Herchcovitch serão destaques da programação: o primeiro fará palestra sobre Moda: bandeiras para o vestir, enquanto o segundo comandará o talk show Novos comportamentos de produção e consumo de moda. Mais de 50 mil pessoas são esperadas no Estilo Moda Pernambuco deste ano, entre clientes, empreendedores e convidados.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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