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Para o Dia dos Namorados, O Boticário lança fragrâncias sem gênero

Novos rótulos da linha Egeo, um dos best sellers do grupo, têm notas doces e não possuem indicação de gênero feminino ou masculino

Publicado em: 31/05/2018 07:28 | Atualizado em: 30/05/2018 16:30

Às vésperas do Dia dos Namorados, O Boticário aproveita a temporada romântica para repaginar best sellers: duas novas fragrâncias chegam à linha Egeo, ambas sem rótulo de masculina ou feminina. Egeo Red (rum, frutas e flores combinados ao acorde Addiction Enhacer) e Egeo Blue (notas de malte e madeira com ganache, cardamomo e baunilha) prometem rejuvenescer a linha, um case de sucesso do grupo - com desdobramentos como Egeo Dolce, Egeo Bomb, Egeo Woman e Egeo Man.

“São duas novas fragrância surpreendentes e viciantes, para quem gosta de notas doces”, sintetiza Jean Bueno, gerente de Perfumaria de O Boticário. “Tiramos o gênero das embalagens porque entendemos que o consumidor está em busca de um cheiro que lhe agrade, independentemente de ele ter sido concebido para homens ou mulheres. Quem busca uma perfumaria quer escolher pelo cheiro, pela família olfativa, as notas e a combinação de ingrediente. Ou até mesmo pelas lembranças que aquele cheiro proporciona. Não pelo rótulo”, completa. 

Fragrâncias Blue e Red, novas na linha Egeo, não têm rótulos de gênero. Fotos: Boticário/Divulgação




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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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