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Notícia de Moda

Same no more

O abre da Valentina To Dress será nesta terça na Zona Norte

UnitySeven, Iorane, Skazi e Iódice estão entre as marcas escolhidas pela grife

Publicado em: 07/05/2018 13:35 | Atualizado em: 07/05/2018 17:37

Raquel Villar e Suellen Figueirôa estão à frente do selo. Foto: Divulgação

Raquel Villar e Suellen Figueirôa trazem ao Recife um novo conceito em aluguel de vestidos de festa: Same no more. A Valentina To Dress será inaugurada nesta terça (08), em noite de coquetel com direito a desfile, na Estrada do Arraial, na Tamarineira. Nas araras, marcas de grifes nacionais - requisitadas entre famosas como Thassia Naves, Lala Rudge e Bruna Marquezine – leia-se UnitySeven, Iorane, Skazi, Iódice, Patchoullee e Sabor de Hortelã.

As numerações dos modelos variam entre os manequins 34 ao 50 e o investimento para o aluguel parte dos R$ 400 (curtos, midi, longos em modelagens clean) até R$ 900 (bordados e trabalhados em renda). Na loja, três consultoras de moda também vão atender via WhatsApp. "O mercado de aluguel de vestidos de festa tem crescido cada vez mais, principalmente ligado ao comportamento da moda sustentável. No aluguel, as pessoas dão oportunidade da peça ter uma vida útil mais longa", explica a empresária Raquel Villar. A Valentina To Dress fica na Estr. do Arraial, 2273, Tamarineira, Zona Norte do Recife. Instagram: @valentinarecife
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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