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Lançamento

Escapulários se renovam em releituras da CiS Joias

Marca de joias pernambucanas aposta em releitura do acessório, símbolo de fé

Publicado em: 31/05/2018 13:08 | Atualizado em: 30/05/2018 17:53

Escapulários, tradicionais e simbólicos, reconquistam espaço em versões renovadas. Fotos: CiS Joias/Divulgação

Criados como símbolo de garantia de vida santa após a morte, ainda na Idade Média, os escapulários ganharam releitura pelas mãos de Cris Lemos, designer da pernambucana CiS Joias. Pensados para quem procura simbolizar sua crença em acessórios, ganharam versões atualizadas: colares em ouro 18k, prata e pedrarias especiais – como a madrepérola.

“A crença no escapulário ainda é muito forte e muitas pessoas não saem de casa sem ele. A diferenças é que hoje há vários modelos para atender a diferentes públicos”, explica Cris, que desenvolveu escapulários em formatos criativos e delicados na recém-lançada coleção Amparo. As peças estão disponíveis no site da marca e na loja física, localizada no Shopping RioMar, Zona Sul do Recife.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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