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Notícia de Moda

MOB apresenta sua coleção de primavera-verão 2019

A marca se inspirou no misticismo e no clima paradisíaco para criar peças com tons mais quentes e movimentos fluídos

Publicado em: 06/04/2018 12:29 | Atualizado em: 06/04/2018 12:46

A MOB apostou em influenciadoras digitais para serem suas novas embaixadoras. Foto: MOB/Divulgação

A MOB, marca de moda feminina, apresentou esta semana, as peças da coleção de primavera-verão 2019 para seus representantes e colaboradores regionais. As influencers Rafaella Kalliman (@rafakalimann), Gabriela Sales (@ricademarre) e Natana de Leon (@natanadeleon) também estiveram presentes no evento e agora integram o novo time de embaixadoras da grife.

Para essa nova coleção, quatro moods principais foram selecionados, todos com tecidos nobres e cortes estruturados: The New Modern que conta com peças imponentes, brinca com contrastes, P&B e cores fortes como o papaya e o maracujá. Para as estampas a marca escolheu florais e listras.

O Fresh Start foi inspirado na calmaria de um cenário litorâneo e tropical. As peças contam com transparências sutis, babados, pregas, fendas e muita leveza. Na cartela de cores, tons aquarelados como cacto, cream, lótus, off-white e anis. Já em clima mais clássico, a MOB traz o mood Natural Chic que é repleto de peças must-have com detalhes trançados em couro, mix de tecidos entre real-leather, linho, crepe e viscose. As estampas apresentam pássaros, animais caricatos e folhagens diferenciadas em tons mais terrosos e pastéis.

O quarto e último mood, é o Green Scene, inspirado nas manifestações culturais espiritualizadas, trazendo muita riqueza de detalhes e fluidez. Completando a linha primavera-verão a marca aposta em babados, mangas bufantes, detalhes em clochard delicado distribuídos em tecidos com diferentes bases, como seda acetinado, tricot rendado e crepes. As estampas são bem sutis e passeiam entre as cores cacto, alecrim, off-white e violeta.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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