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Notícia de Moda

Canal Sony

Arlindo Grund estreia "A Roupa Ideal"

Programa é o primeiro do apresentador na TV por assinatura e aborda a moda do dia a dia de maneira prática, divertida e personalizada

Publicado em: 03/03/2018 12:00 | Atualizado em: 02/03/2018 10:00

O fashion designer escolhe as roupas por personalidade, não apenas características físicas, dando uma força tanto no estilo como na autoestima dos participantes. Foto: Sony/Divulgação

No mês de abril, o canal Sony estreia "A Roupa Ideal", com o apresentador, consultor de moda e stylist Arlindo Grund. Liderando sua primeira atração na Pay-TV, o pernambucano vai incentivar a audiência e convidados do programa a perceberem seu potencial máximo de estilo e serem suas melhores versões por meio da moda, tudo isso ao longo de 13 episódios produzidos em parceria com a Santa Rita Filmes.

O fashion designer escolhe as roupas por personalidade, não apenas características físicas, dando uma força tanto no estilo como na autoestima dos participantes. "A prestação de serviço por meio da informação é o grande diferencial desse programa. Os telespectadores vão acompanhar mudanças simples, mas essenciais, de pessoas que passaram por transformações em suas rotinas e em seus guarda-roupas, quebrando barreiras e paradigmas", afirma Arlindo.

Entre os participantes, uma mãe que, depois de ficar acima do peso recomendado, passou a usar roupas da filha; a judoca que vive cercada por meninos e quer se sentir mais feminina; a jovem que passou por uma cirurgia bariátrica e ainda está se acostumando com o seu novo corpo, entre outras figuras encontradas por diversas partes do Brasil. Ao todo, serão 23 personagens, duas transformações por episódio, contemplando tanto homens quanto mulheres.

Alexandre Herchcovitch, famoso estilista brasileiro, fará participação especial em todos os episódios na missão de ajudar Arlindo a despertar o melhor lado dessas pessoas. Para isso, ele será responsável pela remodelagem e personalização de uma peça de roupa do participante. O programa ainda vai contar com outros convidados especiais durante a temporada.

Arlindo se mudou para São Paulo em 2003, ministrou aulas de produção para catálogos comercial e editorial de moda no Istituto Europeo di Design (IED), além de ser palestrante requisitado no segmento. Formado em Publicidade, já trabalhou para publicações como Marie Claire, Estilo, Boa Forma e Playboy. Assina ainda os figurinos de diversas campanhas publicitárias clicadas por J.R. Duran e Fernando Louza, além de capas e editoriais de grandes publicações nacionais, concepção de figurinos e styling de campanhas publicitárias, desfiles e catálogos.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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