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São Paulo

Schutz apresenta sua nova coleção em jantar exclusivo

Marca promove experiência diferenciada para o lançamento de seu Inverno 18

Publicado em: 20/02/2018 15:00 | Atualizado em: 20/02/2018 12:00

O evento será realizado na Flagship Store nos Jardins em São Paulo. Foto: Shutz/Divulgação

A Schutz promove hoje (02) em sua Flagship Store, localizada nos Jardins, em São Paulo, um jantar exclusivo e intimista realizado pelo Fechado Para Jantar, a fim de promover uma vivência diferenciada na nova loja. O ambiente, que foi repaginado em dezembro de 2017 com um conceito de experiência de compra inovadora, recebe convidados para jantar que apresenta a coleção de Inverno 18.

A noite promete ser o primeiro passo a caminho da temporada de inverno da grife, que está repleta de peças que serão os ícones da próxima temporada. As apostas da coleção contam com botas Stretch Boots e modelos com solas tratoradas, além de tênis com o estilo casual athletic. Atenção especial também para as bolsas, com o trio The Bags e com as belt bags, pochetes exclusivas da marca.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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