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Paris

Em plena onda de frio, Paris mostra os looks para o próximo inverno

Depois da temporada de Milão, a capital francesa recebeu o bastão e dá continuidade ao calendário de fashion weeks internacionais

Por: AFP

Publicado em: 27/02/2018 17:01 | Atualizado em: 27/02/2018 12:29

Agora, os holofotes da moda se voltam sobre Paris. Na foto, desfile do francês Jacquemus. Foto: Alain Jocard/AFP

Em plena onda de frio, Paris abriu nessa segunda-feira (26) suas passarelas de prêt-à-porter feminino para o próximo outono-inverno, recebendo o bastão no revezamento com a Semana de Moda Milão. O estilista francês Simon Porte Jacquemus abriu nessa noite a maratona de desfiles que termina em 6 de março e vai incluir quase 80 coleções, entres elas de marcas famosas como Dior, Saint Laurent - nessa terça-feira - e Chanel, no último dia.

Jacquemus, estilista autodidata de 28 anos, apresenta suas coleções desde 2012 no calendário oficial da Semana de Moda parisiense e combateu o frio com uma "viagem" a um mercado marroquino. "Muitas vezes, depois de um desfile, vou para o Marrocos. Ali dirijo uma moto por tanto tempo que minha camisa cheira a gasolina no final do dia", escreveu o estilista na apresentação do desfile, marcado por looks vaporosos, vestido e saias com fendas que expõem a coxa.

Jacquemus, estilista autodidata, propôs viagem a um mercado marroquino na passarela francesa. Foto: Alain Jocard/AFP


Outra francesa, Marine Serre, ganhadora em 2017 do famoso prêmio LVMH para jovens criadores, vai estrear nessa terça-feira na Semana de Moda de Paris. O programa do evento traz também a volta da Poiret, marca histórica do início do século XX comprada recentemente por um grupo coreano, que vai apresentar sua coleção no domingo. Entre os estreantes, se destacam a japonesa Beautiful People e Anais Jourden, da estilista Anais Mak, baseada em Hong Kong.  

Ausente do programa, a Céline se limitará nessa temporada a uma apresentação no ateliê, em 6 de março. A marca passa por um momento de mudança em sua direção artística após a partida da britânica Phoebe Philo e a chegada de Hedi Slimane, que volta ao mundo da moda dois anos depois de abandonar a Yves Saint Laurent. O primeiro desfile do francês está previsto para setembro. A Semana de Moda parisiense coincide com a inauguração, no sábado, de uma exposição em Paris sobre o belga Martin Margiela, quase uma década depois do enigmático e influente estilista nascido em 1957 decidir por um fim em sua carreira.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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