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Comunidade LGBTQ+ é homenageada pela Burberry

O arco-íris, símbolo do otimismo e inclusão, será proeminente em toda a coleção February 2018 da marca

Publicado em: 16/02/2018 08:08 | Atualizado em: 16/02/2018 08:52

As peças estarão disponíveis para venda imediatamente após o desfile da marca. Foto: Burberry/Divulgação
A Burberry anunciou que irá concretizar seu comprometimento com as comunidades LGBTQ+ através de uma série de iniciativas. O arco-íris LGBTQ , um símbolo do otimismo e inclusão, será proeminente em toda a coleção February 2018 da marca, iniciado na apresentação do Rainbow Check (em tradução livre Xadrez Arco-íris), a mais nova interação do símbolo mais icônico da Burberry. Peças dessa linha estarão disponíveis para venda imediatamente após o desfile da marca, que acontece em Londres, amanhã (17). Para solidificar seu apoio às comunidades LGBTQ , a grife também comunicou que fez algumas doações para três instituições, Albert Kennedy Trust, Trevor Project e ILGA, todas dedicadas a ampliar a conscientização, a orientação e os recursos disponíveis em todo o mundo.

O selo tem se empenhado em apoiar os jovens para que possam alcançar seu potencial, inclusive através de programas internos de aprendizado e experiência profissional da empresa, bem como através do apoio a numerosas instituições criativas com doações e bolsas de estudo, incluindo o Royal College of Art e o British Fashion Council."Minha coleção final aqui na Burberry é dedicada e em apoio a algumas das melhores e mais destacadas organizações que presta assistência a juventude LGBTQ em todo o mundo. Nunca houve um momento tão importante para dizer que em nossa diversidade está nossa força e nossa criatividade", afirma Christopher Bailey, presidente e chief creative officer da Burberry.

O desfile da coleção February 2018, que irá apresentar a última coleção de Christopher Bailey para a Burberry, acontecerá em Londres às 5pm GMT e será transmitido ao vivo no site www.burberry.com.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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