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Óculos icônicos de Kurt Cobain e Audrey Hepburn voltam a ser tendência

Com aros grossos na cor branca, o acessório foi criado nos anos 1960 pelo designer Oliver Goldsmith, para serem usados pela atriz no cinema

Publicado em: 22/01/2018 11:24 | Atualizado em: 16/01/2018 12:19

Originalmente chamados de modelo Koko, os óculos foram criados para personagem de Audrey Hepburn em Como roubar um milhão de dólares. Foto: Reprodução da internet


Revisitados na primavera-verão 2016 da grife Saint Laurent, os icônicos óculos imortalizados por Audrey Hepburn nos anos 1960 e por Kurt Kobain nos anos 1990 voltaram a ser tendência. Originalmente chamados de óculos Koko, foram criados pelo designer Oliver Goldsmith para serem usados por Audrey no filme Como roubar um milhão de dólares (1967).

Os óculos tem formato arredondado e aros grossos: nos anos 1960, a cor branca simbolizava o futurismo. Foto: Genie Vintage/Divulgação


Com aros grossos na cor branca, simbolizavam o futurismo da moda da época, em referência à chegada do homem à lua e às inovações daquele tempo. De lá para cá, muitos designers revisitaram a peça, típica de fotografias de Kurt Cobain em seus últimos meses de vida. Agora, os óculos Koko estão no catálogo de diferentes marcas de acessórios e recuperaram sua aura de estilo e atualidade. 

Na foto, modelo da loja Genie Vintage, disponível em loja virtual da marca. Foto: Genie Vintage/Divulgação


Nos anos 1990 Kurt Cobain trouxe os óculos Koko de volta à mira dos holofotes. Foto: Reprodução da internet

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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