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Folia de Momo

Loungerie e Walério Araújo fecham parceria carnavalesca

A união resultou em quatro modelos de bodies temáticos acompanhados de um acessório

Publicado em: 11/01/2018 07:33 | Atualizado em: 11/01/2018 07:46

Os temas e personagens sugeridos para a temporada são: Viúva, Branca de Neve, Estrela e Mágica. Foto: Loungerie/Divulgação

A Loungerie se juntou ao pernambucano Walério Araújo para apresentar sua primeira coleção cápsula criada especialmente para uma das épocas mais animadas do calendário brasileiro, o Carnaval. Conhecido por seu estilo autoral e personalidade forte, Walério conquistou a todos com suas criações ecléticas e glamorosas, muitas delas já vistas em ocasiões de destaque exibidas por Sabrina Satto, Preta Gil, Claudia Leitte entre outras celebridades. Além das desejadas roupas, o estilista sempre surpreende com seus encantadores acessórios de cabeça desenvolvidos manualmente, garantindo que nenhuma produção passe despercebida.

A marca, junto com Walério, elaborou quatro modelos de bodies temáticos acompanhados de um acessório, combinação pensada para as foliãs que não abrem mão de uma charmosa fantasia carnavalesca. Os temas e personagens sugeridos para a temporada são: Viúva, Branca de Neve, Estrela e Mágica. Com ares burlescos, o conjunto de hotpant e top, unidos por um elástico que não aperta a silhueta, dá vida à fantasia de Viúva que chama a atenção pelas ombreiras com franjas de seda e faixas que realçam a cintura. Para complementar a produção, uma delicada casquete com plumas e renda feita à mão pelo próprio fashion designer.

O modelo em tule e lamê dourado traz aplicações em forma de estrelas com cristais estrategicamente posicionadas no busto, que ganha destaque com um sensual decote. A peça ainda traz uma capa preta removível com detalhes no mesmo tom metalizado e uma tiara também em forma de estrela. A interpretação da Branca de Neve – bem mais adulta e sexy que nos contos de fada - vem em forma de body de veludo molhado com uma capa removível que pode fazer as vezes de saia quando amarrada na cintura. Para a cabeça, a figura de uma maçã.

Dois coelhos em veludo tirados direto da cartola da Mágica desenham o busto do body feito em tule nude com recortes em preto, remetendo a um fraque. Nas costas, uma cauda também removível e, para a cabeça, uma mini cartola acoplada a uma tiara fina deixa o look pronto para acompanhar os blocos mais divertidos.

Os conjuntos de body – todos com forro 100% algodão - e acessórios custam R,90 e podem ser encontradas nas lojas selecionadas da marca (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, e Minas Gerais) e em seu e-commerce próprio com entrega para todo o Brasil.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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