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Moda infantil

Fábula, marca infantil da carioca Farm, abre primeira loja no Recife

Primeira loja da Fábula no Nordeste abre as portas na capital pernambucana no próximo dia 12, já com coleção da Bento, segmento para meninos, disponível nas araras

Publicado em: 05/01/2018 13:09 | Atualizado em: 05/01/2018 12:24

A primeira loja da Fábula na capital pernambucana abrirá as portas no próximo dia 12, com proposta de figurino lúdico para crianças de até 10 anos. Foto: Fábula/Divulgação


Reconhecida pelas estampas criativas, cuja proposta é reforçar elementos lúdicos da infância, a marca Fábula – braço do selo carioca Farm dedicado às crianças – abre as portas na capital pernambucana no dia 12 deste mês. A loja será instalada no Shopping Recife, em Boa Viagem, na Zona Sul da cidade. Nas araras, além das peças icônicas da marca, estarão os itens da recém-lançada linha Bento, segmento para os meninos. As coleções em destaque serão as de alto verão.

A abertura da loja no Recife, a primeira da Fábula no Nordeste, acontece enquanto a marca comemora dez anos de mercado e apresenta ao público as primeiras criações da Bento. Para os meninos, a primeira coleção, o Alto Verão 2018, busca inspiração nas cores e texturas da Amazônia paraense e nas comunidades ribeirinhas do Tapajós, mesclando as referências da selva com o espaço: índios, animais e até jacarés astronautas estampam as peças – que vestem dos bebês às crianças de 10 anos. 

As peças são criadas para meninos e meninas de até 10 anos. A linha Bento, para meninos, se lança nas araras com coleção inspirada na Amazônia. Fotos: Fábula/Divulgação

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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